Previsão da Temporada 2017-18: Miami Heat

A franquia da Conferência Leste que falaremos hoje é o Miami Heat, time que, nos últimos 4 anos, disputou as Finais da NBA entre 2011 e 2014, sendo campeão em 2012 e em 2013.

O Heat foi fundado no ano de 1988 por Ted Arison após a NBA anunciar a extensão de mais 4 times na liga, sendo o Heat e o Hornets estreados na temporada 1988-89 e o Timberwolves e o Magic na temporada seguinte.

A primeira campanha da equipe foi de 15 vitórias e 67 derrotas, sendo a pior temporada da franquia em aproveitamento. Em 2006, a equipe chegou pela primeira vez às Finais, derrotando o Dallas Mavericks por 4 a 2. 5 anos depois, o time da Flórida chega às Finais contra o Dallas Mavericks, mas dessa vez foi derrotado por 4 a 2.

No ano seguinte, o adversário foi o Oklahoma City Thunder, derrotando-os por 4 a 1. O Spurs foi o adversário das 2 últimas Finais da equipe, sendo campeão em 2013 (vitória por 4 a 3) e vice-campeão em 2014 (derrota por 4 a 1).  Desde a temporada 2015-16, a equipe não vai para os playoffs.

Desempenho na temporada 2016-17 (41-41)

A temporada 2016-17 do Heat já era de se imaginar de não ser uma grande temporada no começo, mas a reta final do campeonato deixou muitas esperanças para os torcedores. Dwyane Wade recusaria um contrato do Heat e iria para sua cidade natal, Chicago, para atuar com a camisa do Bulls. Mesmo perdendo o grande ídolo do time, a franquia ainda teve as saídas de Luol Deng (Lakers), Gerald Green (Celtics), Joe Johnson (Jazz), Amar’e Stoudemire (Knicks) e Dorell Wright (Clippers). Mas conseguiram se reforçar trazendo Wayne Ellington (Nets), James Johnson (Raptors), Willie Reed (Nets), Dion Waiters (Thunder), Derrick Williams (Knicks) e Luke Babbitt (Pelicans) e renovando contrato com Hassan Whiteside, Udonis Haslem e Tyler Johnson.

Logo na primeira partida, uma vitória para o Orlando Magic na casa dos rivais por 108 a 96. Mas nos 40 jogos restantes, a equipe conseguiu apenas 10 vitórias e 30 derrotas, chegando a ficar na penúltima posição da Conferência Leste.

A partir da 42ª partida, a torcida do Heat começou a ficar esperançosa, chegando a ficar com 13 vitórias seguidas, derrotando equipes como o Rockets e o Warriors. No final, a equipe ficou com 50% de aproveitamento na temporada com 41 vitórias e 41 derrotas. Porém, ficou na 9ª posição devido o confronto direto entre o Bulls, que ficou na 8ª posição (2 a 1 em 3 partidas). Com esses números, o Heat se tornou a 1ª equipe na história da NBA a ficar a 19 jogos atrás de 50% de aproveitamento, conseguindo o aproveitamento na 2ª metade da temporada (confira as melhores jogadas dos 41 jogos finais do Heat abaixo).

Elenco

– Armadores: Goran Dragic, Larry Drew II, Derrick Walton Jr;

– Alas-armadores: Wayne Ellington, Tyler Johnson, Rodney McGruder, Josh Richardson, Dion Waiters, Matt Williams;

– Alas: Erik McCree, Justise Winslow;

– Alas-pivôs: Bam Adebayo, Udonis Haslem, James Johnson, Jordan Mickey, Okaro White;

– Pivôs: A.J. Hammons, Kelly Olynyk, Hassan Whiteside;

– Técnico: Erik Spoelstra.

Análise

Na última temporada, o Miami Heat teve nos primeiros 41 jogos da temporada 11 vitórias e 30 derrotas. Nos 41 jogos restantes, os números acabaram virando: 30 vitórias e 11 derrotas. Isso muito devido a mudança do jeito que a equipe jogava: de focar o jogo no garrafão com o pivô Hassan Whiteside para apostar nos arremessos de 3 pontos de Dion Waiters, Goran Dragic, Wayne Ellington, Rodney McGruder, Tyler Johnson e Josh Richardson (devido à lesão no ombro de Justise Winslow e aos problemas de saúde de Chris Bosh) e de usar os alas-pivôs e pivôs com uma postura mais defensiva de Hassan Whiteside, Udonis Haslem, Okaro White, Willie Reed, Josh McRoberts e de Luke Babbitt (sendo Babbitt utilizado no perímetro em algumas ocasiões), tendo uma ajuda do ala James Johnson tanto ofensivamente quanto defensivamente.

Para ajudar na defesa, a equipe draftou Bam Adebayo na 14ª posição, pivô que vem de Kentucky. Bam é um pivô de 20 anos que atua bem tanto na defesa quanto no ataque. Suas principais características são no seu potencial defensivo e participações no ataque devido a sua força física e impulsão.

Outra movimentação importante do Heat foi o envio de Josh McRoberts para Dallas em troca do pivô A.J. Hammons, podendo ter a ajuda dos recém-chegados do Boston Celtics, Kelly Olynyk e Jordan Mickey. No ataque, a equipe de Pat Riley trouxe ainda o armador Derrick Walton Jr.

Mas para tentar manter o mesmo resultado do final da temporada, o Heat precisou manter várias peças importantes na campanha que quase levou a franquia da Flórida para os playoffs.

Nomes como Dion Waiters e James Johnson deixam os torcedores da franquia tricampeã da NBA esperançosos para um bom campeonato, fazendo com que os jogadores que saíram da equipe (Josh McRoberts, Luke Babbitt e Willie Reed) não fiquem na memória por muito tempo, deixando saudades apenas de ver o pivô Chris Bosh de fazer uma partida com o uniforme branco, preto e vinho.

Kevin Pelton da ESPN está bem esperançoso com o desempenho do Heat nesta temporada de 2017-18 e acredita que o Heat ganhará algumas partidas a mais do que no ano passado, prevendo uma média de 42,3 vitórias. Nós, entretanto, somos mais esperançosos: prevemos uma média de 50 vitórias.

Jogador destaque

É difícil ver quem pode se destacar nesse time do Heat para a temporada que virá depois de tanta coisa que passou na temporada passada. Waiters e Johnson fizeram partidas que puderam decidir partidas, Whiteside conseguiu (como sempre) fechar o garrafão e Winslow, antes da lesão, fazia sua parte em quadra. Mas o maior destaque pode ser o armador Goran Dragic, já que ele vem de um título do EuroBasket com a seleção da Eslovênia, sendo o MVP do torneio depois de levar seus companheiros (que conta com Luka Doncic) para o lugar mais alto do pódio contra a Sérvia.

Confira abaixo as 10 melhores jogadas do Miami Heat na temporada 2016-17:

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