Previsão da temporada 2017-18: Minnesota Timberwolves

Agora vamos falar sobre uma equipe que segue em busca do seu primeiro título da NBA. O Minnesota Timberwolves, franquia de Minneapolis, que compete na Divisão Noroeste da conferência Oeste.

Antes do nome Minnesota Timberwolves, a franquia se chamava Minneapolis Lakers, e entre os anos 1947 a 1960, fez bastante sucesso, conquistando a liga por cinco vezes. Depois dessa fase, a cidade viu o Minneapolis Lakers virar Los Angeles Lakers, e com isso, a cidade de Minneapolis ficou sem franquia na NBA até 1989, quando o Minnesota Timberwolves estreou oficialmente na liga. Demorou quatro meses após a confirmação de que teríamos um novo time na cidade, para ser escolhido o “Timberwolves”. E esse, só foi escolhido através de um concurso que teve mais de mil sugestões de nomes. O vencedor no qual sugeriu este nome, Timm Pope, recebeu como prêmio uma viagem para o NBA All-Star Weekend de 1987 em Seattle.

A franquia não chegou aos playoffs nas suas primeiras 7 temporadas em sua nova cidade. Entretanto, em seguida, o Wolves iria aparecer na pós-temporada de 1997 até 2004. Isso porque surgiu o astro Kevin Garnett, grande ídolo que representa até hoje a nação de torcedores dos lobos. Contudo, mesmo com “Big Ticket”, a equipe deixou de ir para os playoffs, e Garnett deixou a franquia em 2007 para se transferir para o Boston Celtics, onde no seu primeiro ano se sagrou campeão.

A melhor campanha do Minnesota na história da NBA foi em 2003-04, quando conseguiu 58 vitórias e 24 derrotas, tendo o próprio Kevin Garnett como MVP da temporada. Após a saída do ala-pivô, a franquia voltou apenas a fazer “número” na conferência Oeste, conseguindo no máximo ficar próximo de ir aos playoffs.

Desempenho na temporada 2016-17 (31-51)

Podemos sem dúvidas afirmar que a campanha da equipe na temporada passada foi decepcionante. Esperava-se que o elenco com Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns pudesse finalmente voltar aos playoffs depois de tanto tempo. Até porque, a franquia tem o ótimo técnico Tom Thibodeau, viciado em defesa e já muito experiente dentro do basquete americano.

Mas a esperança do Wolves não durou muito. Com um elenco bastante jovem, o que se passou durante praticamente toda temporada foi uma equipe irregular, na qual ainda não entendeu a fórmula que Thibodeau trabalha e também um time preguiçoso principalmente na hora de defender. Em uma conferência tão forte como a Oeste, ficou rapidamente explícito que ainda não era a hora do Wolves.

A principal peça da equipe foi o pivô Karl-Anthony Towns, no qual disputou todos os 82 jogos da temporada regular, onde teve média de Double-double com 25.1 pontos e 12.3 rebotes. O atleta mostrou muita raça dentro de quadra, e também fundamentos para atuar dentro e fora do garrafão.

Se pegarmos os números temos Andrew Wiggins com média de mais de 20 pontos por partida, Zack Lavine com 18 e Ricky Rubio com quase média de Double-double em pontos e assistências. Então, a decepção vai para a falta de maturidade em “fechar” os jogos, já que individualmente a maioria até que não deixou a desejar.

Elenco:

Armadores: Jeff Teague, Tyus Jones, Aaron Brooks

Ala-armadores: Jamal Crawford, Melo Trimble, Marcus Georges-Hunt

Alas: Jimmy Butler, Andrew Wiggins, Nemanja Bjelica, Anthony Brown, Amile Jefferson, Shabazz Muhammad

Ala-pivôs: Taj Gibson, Gorgui Dieng

Pivôs: Karl-Anthony Towns, Justin Patton, Cole Andrich,

Jogador chave:

O recém-chegado Jimmy Butler. Astro que estava no Chicago Bulls foi negociado com o Wolves no dia das escolhas no draft, em uma troca que mandou Zack Lavine, Kris Dunn e Lauri Markkanen(no qual foi a sétima escolha de draft deste ano).

O ala de 28 vem com a missão de se juntar com Wiggins e Towns e finalmente levar o Wolves a no mínimo os playoffs desta próxima temporada. Butler vinha sendo um All-Star na conferência Leste, mas a equipe do Chicago Bulls estava longe de ser uma candidata ao título, por isso era também vontade do astro ir para um lugar onde ele pudesse competir de igual para igual com as grandes equipes. Em 2016-17, Jimmy teve médias de 24 pontos, 5.5 assistências e 6.2 rebotes.

Análise

Podemos sim dizer que temos mais um “Big Three” na NBA. Butler, Towns e Wiggins são sim um trio para se impor respeito, e é no mínimo o dever desses atletas colocarem a franquia de volta aos playoffs após tanto tempo longe.

Algo para se observar também como Wiggins e Butler jogarão juntos, já que ambos são alas e tem características parecidas. Porém, vale lembrar que Jimmy também teve momentos de atuar como ala-armador no começo de sua carreira no Bulls. Contudo, não só Butler pode ser colocado como ótimo reforço para esta temporada. O armador Jeff Teague, o ala-pivô Taj Gibson e o eterno candidato a melhor reserva da liga Jamal Crawford são jogadores já rodados e que sabem como chegar aos playoffs.

A conferência Oeste sem dúvidas é mais complicada de se jogar na NBA. No entanto, já estar mais que na hora que as promessas Towns e Wiggins consigam junto a um elenco mais maduro fazer barulho entre os mais fortes da NBA. Fica a curiosidade e torcida para esse time dar certo e chegar longe nos playoffs desta temporada.

Nos Estados Unidos, a previsão aponta que o Minnesota Timberwolves terá 48 vitórias na temporada e ficará entre a quarta e sexta colocação da conferência Oeste.

 

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