Previsão da Temporada 2017-18: Los Angeles Lakers

Agora é a hora de falarmos da segunda franquia mais vitoriosa da NBA, com 16 títulos. O Los Angeles Lakers, franquia da Califórnia, que compete na Divisão Pacífico da Conferência Oeste.

Em 1947, uma equipe desmantelada deu origem ao antigo Minneapolis Lakers, em homenagem aos mais de 10.000 lagos existentes na cidade, que pertencia à antiga NBL (National Basketball League). Durante os 13 anos em Minneapolis, o Lakers ganhou cinco títulos, incluindo os das futuras BAA (Basketball Association of America) e NBA (National Basketball Association). Em 1960, o Minneapolis Lakers virou o Los Angeles Lakers, se tornando a primeira franquia na história a ser sediada na Costa Oeste dos Estados Unidos.

Na NBA, a rivalidade com o Boston Celtics começou a surgir em 1959, e ainda é a maior rivalidade da liga. Em 1973, começou a ser montado um dos melhores times da história do basquete mundial: o ”Showtime”. A partir de 1979, com a escolha por Magic Johnson no draft, o Lakers montou finalmente seu super-time, e sob comando de Pat Riley, Magic, Kareem Abdul-Jabbar, James Worthy e companhia encantaram a NBA e ganharam 10 títulos da NBA.

Depois do ”Showtime”, o Lakers encarou uma nova era, com Kobe Bryant. Apontado como um dos maiores jogadores da história, Kobe foi adquirido pela franquia californiana após uma troca com Charlotte Hornets, que o draftou em 1996. No fim do século XX, Kobe se juntou com Shaquille O’Neal e outros grandes nomes, e ajudou o Lakers a levar o tricampeonato de 2000 a 2002, depois de 10 temporadas sem títulos. A era do camisa 8 – que depois assumiu a 24 – durou 20 temporadas, e ajudou o Lakers a conquistar mais quatro títulos da NBA.

Desempenho na temporada 2016-17 (26-56)

Após a aposentadoria de Kobe Bryant, a franquia de Los Angeles iniciou a temporada 2016-2017, de técnico novo (Luke Walton) e com apostas, mais uma vez, nos rookies. A segunda escolha geral do Draft foi Brandon Ingram e nele se colocou muitas esperanças. Na Free Agency, Mitch Kupchak, então GM da franquia, apostou alto e trouxe Timofey Mozgov e Luol Deng com salários altos.

Quando a temporada se iniciou, o torcedor do Lakers ficou esperançoso, pois a equipe conseguiu logo uma campanha com 10 vitórias em 20 jogos, acima do esperado para o elenco formado. Vitórias sobre Golden State, Oklahoma e Atlanta, deixaram a impressão de que o jovem plantel poderia surpreender e até, quem sabe, conquistar uma classificação para os playoffs.

Porém, aos poucos a euforia foi sendo deixada de lado e a realidade foi voltando ao lado roxo e dourado de Los Angeles. Lesões, atuações fracas e erros decisivos, mostraram que a equipe brigaria apenas na parte de baixo da Conferência Oeste, onde tinha que ‘tankar’ para tentar permanecer com uma das três primeiras escolhas do Draft de 2017.

A principal peça foi D’Angelo Russell. O armador disputou 63 jogos, e teve uma média de 15,6 pontos, 4,8 assistências e 3,5 rebotes por partida. O jovem jogador conquistou a confiança dos torcedores do Lakers, principalmente após a celebração do ”Ice in my veias” (gelo nas minhas veias).

A decepção ficou por conta do veterano Luol Deng. Com um contrato robusto, Deng disputou 59 jogos, e teve média de 7,6 pontos, 1,3 assistências e 5,3 rebotes por partida.

Elenco

Armadores: Lonzo Ball, Tyler Ennis e Alex Caruso

Alas-armadores: Kentavious Caldwell-Pope, Jordan Clarkson, Josh Hart e Vander Blue

Alas: Kyle Kuzma, Luol Deng, Brandon Ingram e Corey Brewer

Ala-pivô: Julius Randle e Larry Nance Jr

Pivô: Brook Lopez, Andrew Bogut, Ivica Zubac e Thomas Bryant

Técnico:  Luke Walton

Jogador chave

Não é novidade para ninguém que as esperanças do torcedor do Lakers para a temporada estão colocadas em Brandon Ingram.

Com boa envergadura, o ala foi elogiado por todos os jogadores, pelo técnico Luke Walton, e pela diretoria nas entrevistas do training camp. Segunda escolha no Draft de 2016, e comparado com Kevin Durant, Ingram disputou 79 jogos na temporada 16-17 e teve média de 9,4 pontos, 2,1 assistências e 4 rebotes por partida. Mesmo assim, o ala ainda nutre da esperança do torcedor da franquia.

Análise

Ainda sem grandes estrelas no plantel, o Lakers promete fazer uma temporada bem superior às quatro últimas (onde obteve média de apenas 27 vitórias por temporada). Porém, com o fortalecimento das equipes da Conferência Oeste, não deverá ser nessa temporada a volta da franquia aos playoffs.

Para melhorar o garrafão, Mozgov – enfim – foi dispensado e vieram Brook Lopez, Andrew Bogut e o draftado Thomas Bryant para fazer companhia ao jovem promissor Ivica Zubac. Em condições normais, com todos saudáveis, o Lakers passa a ter um ótimo elenco de pivôs. Para melhorar a defesa, veio Kentavious Caldwell-Pope. Além disso, KCP poderá auxiliar na movimentação ofensiva, além de ter mais de 10 pontos de média, nas últimas temporadas, auxiliando o poder ofensivo da equipe.

Pelo Draft, o Lakers têm as suas esperanças para o futuro. Os mais velhos Julius Randle e Brandon Ingram evoluíram na offseason, segundo relatos pessoais e dos companheiros de time, e ganharam a companhia de Longo Ball e Kyle Kuzma. Ball, que tem o incentivo do pai LaVar Ball, um dos maiores falastrões da NBA, terá todos os holofotes em cima de si e terá que mostrar a cada jogo que fará, que vale toda a expectativa criada – ‘auxiliada’ pelas entrevistas de LaVar – pelos torcedores e analistas. Lonzo foi eleito o MVP da Summer League e é apontado como o principal candidato ao Rookie Of The Year. Já Kyle Kuzma é apontado como um dos ”roubos” do Draft dessa temporada, e promete ser um jogador muito útil para o ataque, com ótimo aproveitamento nos arremessos de quadra na Summer League.

Nos Estados Unidos, a previsão aponta que o Lakers terá 33 vitórias na temporada, e ficará entre 11º e 12º na Conferência Oeste.

Confira o top 10 da equipe na temporada 2016/17

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