Previsão da Temporada 2017-2018: Los Angeles Clippers

Hoje a equipe que falaremos da conferência Oeste é o Los Angeles Clippers. O time da califórnia foi fundado em 1970, com o primeiro nome de Buffalo Braves, e entrou na liga junto com o Cleveland Cavaliers e o Portland Trail Blazers. A franquia ficou no local até 1978, e teve como destaque nessa passagem a contratação no Draft de Bob McAdoo, jogador Hall of Fame da NBA.

Após uma combinação de fracas campanhas, público baixo e a saída de Bob McAdoo, a franquia foi vendida e se mudou para San Diego, mudando seu nome para San Diego Clippers, sendo em homenagem aos veleiros Clipper. O time ficou até 1984 na cidade, e ,novamente, por problemas de falta de público e campanhas muito ruins, a franquia se mudou para Los Angeles, onde até hoje permanece.

No início, novamente muitas dificuldades foram encontradas, e temporadas muito ruins aconteceram, como em 1987, que a equipe venceu somente 12 partidas de 82 disputadas. A primeira participação em Playoffs, com a franquia em Los Angeles, foi em 1993, perdendo na série para o Utah Jazz.

Em 1999, o time começou a mandar seus jogos em casa em um novo ginásio, o Staples Center, na qual teria que dividir com o mesmo time da cidade, o Los Angeles Lakers. Destaque para temporada 2005-2006, em que o time conseguiu igualar a melhor campanha da história da franquia(47-35) e conseguiram chegar, pela primeira vez, na 2º fase dos Playoffs, perdendo no jogo 7 para o Phoenix Suns. Naquele ano, o lendário jogador Elgin Baylor foi nomeado o executivo do ano.

No Draft de 2009, a franquia selecionou Blake Griffin , uma das estrelas até hoje da equipe, e nessa década participou 6 vezes dos Playoffs (de 8 possíveis), sempre com equipes competitivas, mas as lesões sempre atrapalhando os planos de avançar mais. O destaque negativo fica por conta de a franquia ser a mais antiga e nunca ter chegado nem nas finais de conferência. Porém, os Clippers participaram das últimas seis edições de Playoffs da liga

Desempenho na temporada 2016-2017 (51-31)

Na última temporada do Los Angeles Clippers esperava-se mais uma campanha sólida, com mais de 50 vitórias, já que o núcleo de titulares foi totalmente mantido, com Chris Paul, J.J. Reddick, Mbah a Moute, Blake Griffin e DeAndre Jordan. Além disso, a equipe fez aquisições bem interesantes como o experiente armador Raymond Felton, que fez boa participação nos Playoffs pelo Dallas em 2016, e Mareese Speights, que fez ótimas temporadas no Golden State Warriors vindo do banco.

Somado há isso, ainda tinha no banco de reservas um dos melhores sexto homem da história da NBA, Jamal Crawford, o experiente Paul Pierce, o armador Austin Rivers e o ala-pivô Brandon Bass. A expectativa era que, se Paul ou Griffin não se machucassem muito, a campanha poderia ser muito boa e, nos Playoffs, poderiam brigar por algo grande, como sua primeira final de conferência.

Na temporada, mesmo com Chris Paul e Blake Griffin perdendo 20 jogos cada, a franquia foi muito consistente, sempre brigando entre o terceiro e quinto lugar, e acabou ,em uma disputada acirrada, ficando com a quarta colocação, com a mesma campanha que o Utah Jazz, mas ganhando no confronto direto.

Blake Griffin teve bons números, com 21 pontos por jogo, além de 8 rebotes. DeAndre Jordan teve novamente um duplo-duplo na temporada, com médias de 12 pontos e 13 rebotes. Já Chris Paul, flertou com o duplo-duplo de média, com 18 pontos e 9 assistências. Vindo do bano, os destaques foram o boa temporada de Austin Rivers, com 12 pontos por jogo, o eterno Jamal Crawford fazendo sempre seu papel, com 12 pontos também, além de Speights, com 8 por partida.

Vale ressaltar que está foi a última temporada de Paul Pierce, futuro jogador Hall of Fame da NBA. Ele até assinou depois um contrato de um dia com o Boston Celtics, mas os últimos minutos de quadra do atleta foram com a camisa do Los Angeles Clippers.

Elenco atual

Armador– Milos Teodosic, Austin Rivers, Patrick Beverley e Jawun Evans;

Ala- armador– Lou Williams, DeAndre Liggins e Sindarius Thornwell;

Ala– Danilo Gallinari, Wesley Johnson e Jamil Wlson;

Ala-pivô– Blake Griffin, Brice Johnson e Sam Dekker;

Pivô– DeAndre Jordan, Willie Reed e Montrezl Harrell;

Técnico– Doc Rivers

Jogador chave

Com a saída de Chris Paul, o homem da franquia dos Clippers é Blake Griffin. Será a primeira vez que ele será um jogador de franquia, como os americanos gostam de falar, e será um desafio e tanto para o ala-pivô. Um jogador que cresceu a cada temporada, e que do jeito que está o basquetebol americano hoje em dia, deve ter treinado muito seu arremesso de fora, o que é essencial para todos os jogadores da liga, pela versatilidade e troca de posições que o jogo possui atualmente. Griffin é um dos jogadores mais explosivos desta década. Com sua força e habilidade com as mãos, consegue infiltrar e criar espaços onde não existe. Será bem interessante ver como ele vai se comportar nos momentos cruciais de partidas, na qual ainda se mostra imaturo, e como será feito seu papel de liderança, já que demonstra ter um perfil de líder, porém não mostrou esse espírito.

Análise

Muitas mudanças aconteceram para esta temporada. Muito foi especulado que, novamente com mais uma eliminação dos Playoffs devido a lesões, a equipe da califórnia poderia ter um desmanche, com as saídas de Chris Paul e Blake Griffin. Chris Paul realmente não aguentou por seis vezes seguidas ir aos playoffs e não chegar em final de conferência, e foi trocado com o Houston Rockets. O armador, desde que chegou a franquia de Los Angeles em 2011, elevou o patamar da equipe a outro nível, com sua belíssima visão de jogo e armação das jogadas. Com um garrafão muito forte, as ponte aéreas eram diárias no Staples Center para DeAndre Jordan e Blake Griffin.

Com a saída de Paul para os Rockets, a equipe do Texas enviou bons jogadores para titularidade e rotação do time. O primeiro, e melhor, e Lou Wiliiams, ótimo jogador, que apesar de ter problemas defensivos, compensa ,e muito, no ataque e ,provavelmente, vai fazer seu papel, com 18 a 22 pontos por jogo. Outra boa aquisição na troca foi o ótimo defensor e armador Patrick Beverley. Um jogador provocador, esquentado, recebe muitas faltas técnicas pelo seu temperamento e faltas com força acima do normal, mas que tem uma paixão jogando e defende com muita intensidade o tempo inteiro em que está presente na quadra.

As outras vindas foram de Sam Dekker, bom ala-pivô campeão nacional por Wisconsin, que tem bom arremesso de fora, além de bela versatilidade pela altura que tem (2,06). Um investimento para o futuro já que tem apenas 23 anos e pode evoluir muito. O outro é também jovem, com a mesma idade de Dekker, e tem uma explosão física muito forte: Montrezl Harrell. O pivô, mesmo tendo poucos minutos na temporada passada, mostra muita força e explosão a cesta, e se for bem trabalhado pode dar bons frutos a equipe, já que tinha poucos minutos por demonstrar algumas deficiências em trabalho de pés e movimentação de jogadas.

A outra estrela da franquia, Blake Griffin, mesmo com os rumores, ficou na equipe. O ala-pivô, porém, precisa-se manter mais saudável e não ter lesões na temporada e, principalmente nos Playoffs, na qual vai ajudar , e muito, a equipe, já que é um jogador All Star da conferência Oeste e possui alto Q.I de basquete. Mesmo sendo do garrafão, tem ótimo controle de bola e aplica belos passes. DeAndre Jordan continuou no time e vai fazer sempre o seu papel nos rebotes e tocos, além de pontos de rebotes ofensivos. Vale lembrar que o pivô precisa treinar seu arremesso lance livre, que atrapalha muito a equipe em momentos cruciais. Outra contratação para o garrafão foi Willie Reed, que mesmo com suas deficiências no ataque, fez boa temporada vindo do banco do Miami Heat e pode contribuir no time.

Na armação, apesar de ter saído Chris Paul, chegou Milos Teodosic, um armador sérvio que há tempos era cogitado na NBA, mas não queria participar da liga, mas que neste verão decidiu jogar no melhor basquete do mundo. O armador de 28 anos tem um currículo de invejar, com disputas de final de Olimpíada(2016), final de EuroBasket(2017), MVP de campeonatos na Europa, entre outros aspectos. Milos tem bom arremesso de fora, além de ótima visão de jogo. O sérvio pode ter problemas de adaptação com o jogo da NBA, que é diferente do jogo europeu, mas quando conseguir entender a mecânica do jogo, vai dar o que falar na liga. Poucos conhecem o jogador, mas quem conhece, sabe seu potencial e que pode dar muito certo. A manutenção de Austin Rivers também é importante para a equipe, com seus 10, 15 pontos por jogo.

Nas alas, a contratação foi do bom jogador italiano Danilo Gallinari, com seu bom arremesso e sua experiência, poderá ajudar muito a equipe, fazendo 15 até 20 pontos por partida. Outra aquisição foi o ala-armador DeAndre Liggins, que jogou o início da temporada passada como titular no Cleveland Cavaliers. O jogador tem problemas no seu arremesso e em pontuar, porém é conhecido por ser bom defensor e pode ajudar na rotação da equipe, principalmente na defesa de perímetro. A saída de Jamal Crawford fará muita falta para equipe, já que eram, por várias vezes, quase 10 pontos garantidos vindos do banco, além de ser um jogador que aparecia em momentos críticos.

A expectativa é de dificuldade no início da temporada, com a falta de entrosamento, mas que com o passar dos jogos, aconteça naturalmente pelo talento dos jogadores e seja uma equipe bem competitiva, com bastante poderio ofensivo. Entre os titulares, espera-se por Milos Teodosic, Lou Williams, Danilo Gallinari, Blake Griffin e DeAndre Jordan. A expectativa do TimeOut Brasil é de 42 até 46 vitórias na temporada, podendo ficar entre sexto até oitavo colocado na disputada e forte conferência oeste.

Confira as 10 melhores jogadas na última temporada do Los Angeles Clippers:

 

 

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