Previsão da Temporada 2017-18: Brooklyn Nets

Os Brooklyn Nets são uma equipe baseada no bairro de Brooklyn, na cidade de Nova York. Os Nets competem na Divisão Atlântica da Conferência Leste. A equipe joga seus jogos em casa no Barclays Center.

A equipe foi criada em 1967 como uma franquia charter da liga rival da NBA, a American Basketball Association (ABA). Eles jogaram em Nova Jersey como os New Jersey Americans durante sua primeira temporada, antes de se mudar para Long Island em 1968 e mudar seu nome para os New York Nets. Durante este tempo, os Nets ganharam dois campeonatos ABA (em 1974 e 1976). Em 1976, a ABA se fundiu com a NBA, e os Nets foram absorvidos na NBA, juntamente com outras três equipes da ABA (San Antonio Spurs, Indiana Pacers e Denver Nuggets, todos os quais permanecem na liga hoje).

Em 1977, o time voltou para Nova Jersey e jogou como New Jersey Nets de 1977 a 2012. Durante esse período, os Nets ganharam dois campeonatos consecutivos da Conferência Leste (nas temporadas de 2001-02 e 2002-03), mas não conseguiram vencer um título de liga. No verão de 2012, a equipe se mudou para o Barclays Center e tomou seu nome geográfico atual. Hoje o Brooklyn Nets é a sétima equipe mais valiosa da NBA segundo a Forbes, com um valor estimado de U$1.8 bilhões.

Desempenho na Temporada 2016-17 (20-62)

Em fevereiro de 2016, Sean Marks assinou um contrato de quatro anos com GM da franquia. Seu principal objetivo era a reconstrução dos Nets, devido a um processo complicado gerado por uma negociação com os Celtics pelo GM anterior, Billy King.

Com a chegada do treinador Kenny Atkinson, Marks começou a “arrumar a casa” adquirindo escolhas no draft que se tornaram peças fundamentais na reconstrução da equipe, o armador Isaiah Whitehead e o ala Caris LeVert. Além disso, ele trouxe um jogador com experiência e muito próximo a Atkinson, o armador Jeremy Lin, para exercer a liderança no vestiário da equipe junto com Brook Lopez, e assim adicionar qualidade técnica em quadra.

Contudo as seguidas lesões de Jeremy Lin, permitiram ao principal armador da equipe disputar apenas 36 jogos na temporada regular. A campanha poderia ter sido melhor caso Lin tivesse atuado mais.

Atkinson que chegou aos Nets com a missão de implantar uma cultura e dar uma identidade a equipe no processo de reconstrução, deu oportunidades aos jovens Rondae Hollis-Jefferson, Caris LeVert e Isaiah Whitehead, além de jogadores com pouca rodagem na NBA como Sean Kilpatrick e Spencer Dinwiddie.

Atkinson implantou uma filosofia de jogo baseada na velocidade, tanto que os Nets foram os líderes em posses de bola por partida (101.3), à frente até de fortes equipes como Golden State Warriors e Houston Rockets, apesar de terem registrado a quinta pior campanha da história da franquia em termos de aproveitamento de vitórias, 24.4%.

O desempenho do pivô Brook Lopez, reinou como o destaque absoluto da equipe. Ele foi o único jogador da equipe a ter uma média superior a 20 pontos e se manteve saudável por quase toda a temporada (ficando de fora em apenas sete partidas). Isso gerou que seu valor aumentasse dentro da Liga. Inevitavelmente, os Nets fizeram o que foi considerado um dos melhores movimentos na offseason quando trocaram o seu franshise player, dono do maior salário e que estava prestes a entrar no último ano de contrato, pela segunda escolha do NBA Draft de 2016, D’Angelo Russell. Lopez deixou a equipe após nove temporadas de serviços prestados e como o maior pontuador da história da franquia, recorde batido durante a temporada 2016-17.

Elenco

Marks deu um passo mais ousado no processo de reconstrução da equipe e fez, a meu ver, um dos melhores movimentos na offseason na troca com a equipe dos Lakers. D’Angelo Russell, de apenas 21 anos, terá uma ótima oportunidade para se destacar e evoluir no Brookjlyn. Marks deu o contrato de Lopez e a escolha 27ª no NBA Draft deste ano (que foi o ala-pivô Kyle Kuzma). Na negociação, os Nets ainda receberam o contrato do pivô russo Timofey Mozgov (U$48 milhões até 2020), o que não foi problema para uma franquia com bastante cap space.

Além de Russell, a equipe se reforçou com o ala DeMarre Carroll e o ala-armador Allen Crabbe. Na troca envolvendo Carroll, mas uma vez Marks se destacou com GM, os Nets receberam uma escolha de primeira rodada (protegida) no NBA Draft de 2018 e uma escolha de segunda rodada no mesmo recrutamento, e enviou para a equipe dos Toronto Raptors o contrato de U$3 milhões do pivô Justin Hamilton.

No Brooklyn, Carroll vai reencontrar Kenny Atkinson, que foi assistente técnico dos Hawks no período em que ele teve os melhores anos de sua carreira. Carroll afirmou estar feliz com a troca e chamou o momento de “chegando ao que eu chamo de família”.

No caso do Crabbe, os Nets abriram a mão do ala-pivô Andrew Nicholson, que fez apenas dez jogos pela franquia. O ala-armador de 25 anos esteve perto de ser adquirido pela equipe na offseason de 2016. Na época, os dirigentes do Portland Trail Blazers mantiveram Crabbe. Um ano depois, as equipes fecharam um acordo envolvendo o jogador. Bom para os Nets, que “economizou”, em 2016/17, os U$18.5 milhões em salários do especialista em arremessos de longa distância. Mais um ponto para o GM Sean Marks.

No NBA Draft deste ano, os Nets escolheram o melhor pivô disponível com a 22ª escolha. Com a saída de Lopez, Jarrett Allen pode ganhar espaço na rotação da equipe em sua primeira temporada na NBA. Ele é um big man que combina excelente altura, com uma das maiores envergaduras da classe de 2017 e condição atlética adequada. Allen, de 19 anos, também exibe versatilidade e uma animadora evolução nos dois lados da quadra.

A outra escolha dos Nets no NBA Draft de 2017, na segunda rodada, foi por um stash. O búlgaro Sasha Vezenkov, de 22 anos, é um jogador com experiência na liga espanhola, excelente pontuador e dono de um arremesso consistente do perímetro. Vezenkov pode ser útil à equipe em um futuro próximo, já que o seu contrato com a equipe do Barcelona se encerra ao final da temporada 2018-19.

Equipe 2017-18: D’Angelo Russell; Jeremy Lin; Isaiah Whitehead; Sean Kilpatrick; Spencer Dinwiddie; Joe Harris; Millton Doyle; Jeremy Senglin; Caris LeVert; Allen Crabbe; Rondae Hollis-Jefferson; DeMarre Carroll; Trevor Booker; Quincy Acy; Tyler Zeller; Jarrett Allen e Timofev Mozgov.

Jogador Chave

Russell está saindo de dois anos ridículo em Los Angeles, 43 vitórias, dois treinadores diferentes e ao sair o novo GM, Magic Johnson, falou algumas palavras contra o jogador de 21 anos de idade. Mas agora, ele está no Brooklyn, com uma vantagem. Ele sente que pode ser o “cara” na equipe dos Brooklyn Nets.

D’Angelo Russell chegou ao Dyckman Park em uma noite de quarta-feira com seus novos colegas Isaiah Whitehead e Rondae Hollis-Jefferson. Foi a primeira dose do basquete de rua de Nova York, uma multidão barulhenta, pronta para assistir cestas sob as luzes nas quadras pavimentadas.

Russell não os deixou incomodar. Ele entrou e jogou ganhando a partida com um arremesso no último segundo. E então os fãs foram ao delírio apontando para o braço esquerdo, onde sem dúvida havia gelo nas veias.

E essa é a mentalidade que ele quer que os Nets tenham quando entrarem na temporada. Ele quer colocar o R-E-S-P-E-I-T-O de volta ao basquete do Brooklyn.

Análise

Os Brooklyn Nets ainda não são vistos como uma equipe vencedora de forma clara, porém eles podem fazer algum ruído na pós-temporada. Mas os Nets têm que fazer algumas coisas antes de tentar fazer os playoffs.

Os Brooklyn Nets têm que manter sua química.

Os Nets não devem se concentrar apenas na aquisição de talentos. Algumas peças já estão lá, em sua maior parte. Jeremy Lin e D’Angelo Russell tem um potencial para ser mortal. Allen Crabbe e DeMarre Carroll podem ser pragas absolutas para a defesa e grandes alas pontuadores. A única exceção aqui é o frontcourt.

Caras jovens e de mentalidade semelhante preenchem a equipe. Esse é um bom sinal para qualquer equipe que procura desenvolver e crescer, como os Nets. Isso torna mais fácil para eles se juntarem. Quanto mais companheiros de equipe poderem se relacionar, há mais oportunidades de cooperação. E essa é apenas uma regra fundamental do trabalho em equipe.

Crescer de forma orgânica é realmente uma estratégia muito sólida para construir uma equipe de calibre no campeonato. Basta dar uma olhada no Golden State. Do seu núcleo principal, Stephen Curry, Klay Thompson, Draymond Green, Andre Iguodala e Kevin Durant, apenas dois jogadores foram adquiridos em uma free agency, na sua maioria foram escolhas naturais. Curry, Thompson e Green foram todas as escolhas do Golden State. Enquanto Durant e Iguodala foram adicionados por meio de uma free agency, os Warriors continuam sendo a história mais bem-sucedida em casa na história da NBA.

Mas os Warriors não são a única equipe que mostrou o sucesso que pode ser crescer de forma orgânica. San Antonio mostra repetidamente por que gosta de amadurecer os jogadores dentro da organização. No final da década de 90 e no início de meados dos anos 2000, Tim Duncan, Manu Ginobli e Tony Parker, todos escolhas do Spurs no Draft, lideraram a equipe em três campeonatos da NBA.

Agora, os Nets não são os Spurs ou os Warriors. Embora eles ainda não tenham conseguido atingir o mesmo nível de sucesso que as duas equipes, os Nets têm um tiro no sucesso. Mas isso vai depende das decisões da alta administração.

O treinador Kenny Atkinson e o GM Sean Marks têm uma oportunidade aqui. Eles podem permitir que este elenco cresça entre si e tenha sucesso orgânico. Ou eles poderiam vender tudo para tentar ganhar agora. E, como so Nets sabem, a estratégia da “vitória agora” não funcionou muito bem em 2013.

Kevin Pelton da ESPN está fora do que ele chama de “um olhar esperançoso nas projeções da NBA para 2017-18 ” e acredita que os Nets ganharão mais, mas não muito mais, partidas do que no ano passado, prevendo uma média de 29,5 vitórias. Nós, entretanto, prevemos uma média de 34 vitórias.

 

%d blogueiros gostam disto: