Lebron de treinador a general maneger

   Há alguns anos percebemos uma situação um tanto quanto peculiar em Cleveland, Lebron James, melhor jogador de basquete da atualidade atua dentro e fora das quadras, dando pitacos em jogos como treinador e em torcas como um manager. Será mesmo?

   Embora se tenha percepção de que o três vezes campeão foi o responsável por muitas das aquisições e movimentações da franquia nas últimas temporadas, as falas do ex-Gm dos Cavaliers nos mostram um outro lado.

   Em entrevista ao The Jump da ESPN, como Kevin Spain replicou depois no USA Today Sports, David Griffin explicou a relação de Lebron com os managers: “Para ser claro, ele (Lebron) não quer ser treinador, não quer ser o GM. É um cara tentado ganhar campeonatos. Ser um jogador do calibre de MVP em tempo integral já é um trabalho por si só. Penso que é mais a percepção do que a realidade”.

   Griffin admitiu que o front-office de Cleveland constantemente consulta Lebron antes de fazer grandes movimentações, e completou dizendo que o astro de 32 anos nunca lhe pressionou como gerente geral.

   “Lebron é um sábio do basquete e você não estará fazendo o seu trabalho se não falar com ele sobre jogadores. Você tem que fazer isso, porque ele sabe mais do que a maioria de nós. Então, desse ponto de vista, ele era um excelente parceiro. Lebron não trouxe mais pressão para a situação do que a própria situação real, do que o nosso conjunto de metas fez. Ele não queria fazer parte de mais pressão ainda sobre isso”.

   Os Cavaliers demitiram Griffin nessa temporada, substituindo-o pelo seu ex-assistente Koby Altman.

   Podemos perceber que Lebron realmente influencia em algumas decisões dentro da franquia, mas aparentemente, pelo relato de Griffin não é tão incisivo como vemos de fora, ou como a mídia transmite. Ainda assim, até que ponto é bom ter um atleta desse calão dando aval ou opinando em algumas ações dos gerentes da franquia? Não seria esse um dos motivos de Kyrie Irving  pedir para ser trocado? Na minha opinião os atletas devem ir pra quadra e jogar, deixar os negócios para os managers, mas entendo a postura de Griffin em pediropinião do melhor jogador do mundo. Mesmo assim, acredito que esse tipo de ação pode enfraquecer o grupo de jogadores e as relações entre os gerentes, pois transcende papéis pré-determinados e gera um certo desconforto. 

   Para vocês esse tipo de ação, de consultar o astro da franquia em movimentações pode ser favorável ou prejudicial ao futuro da franquia? 

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