Por dentro do draft: confira as três escolhas do Indiana Pacers

Passada a tradicional noite do draft, nesta quinta-feira (22), os atletas que deixaram suas respectivas universidades e os dirigentes de todas as franquias da NBA só pensam em uma coisa: como será a próxima temporada e se as escolhas no draft valeram a pena. Vale lembrar que muitas equipes dedicam dias a fio para tentar selecionar o melhor jogador (de acordo com a posição da pick), realizando uma série de workouts, exames e entrevistas, além de analisar inúmeras estatísticas.

Sendo assim, trataremos das três escolhas feitas pelo Indiana Pacers. São elas as números 18, 47 e 52 (esta pertencia ao New Orleans Pelicans, que acabou vendendo-a).

#18 – TJ Leaf

Foto: Reprodução

Idade: 20 anos
Altura: 
2,07m
Peso: 102kg
Posição: Ala-pivô
Nacionalidade: Norte-Americano
Universidade: UCLA
Médias na última temporada: 16.3 pontos, 8.2 rebotes, 2.4 assistências, 1.1 tocos, 64.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 46.6% de aproveitamento na bola de 3 e 67.9% de conversão nos lances livres, em 29.9 minutos por partida.

Como era esperado, TJ Leaf foi draftado ainda nas 30 primeiras escolhas. O jogador além de possuir boa estatura tem bom alcance vertical, ajudando na hora de bloquear ou contestar arremessos adversários. Mesmo não apresentando um grande físico, Leaf tem um bom posicionamento no garrafão, outro fator que facilita seus tocos. Considerando sua altura, sua agilidade é acima da média, especialmente nos arremessos. Mesmo possuindo limitações defensivas, o ala-pivô mostra-se muito esforçado para superá-las.

Entretanto, Leaf possui dois defeitos que podem comprometer o sistema defensivo dos Pacers: o novato é muito “magro” para sua posição, fato que os adversários irão explorar através do contato físico. Além disso, sua agilidade lateral é ruim para cobrir o perímetro, sem contar que a falta de força física do rookie pode quebrar sua própria defesa em situações de pick and rolls.

#47 – Ike Anigbogu

Foto: Reprodução

Idade: 18 anos
Altura: 
2,07m
Peso: 114kg
Posição: Pivô
Nacionalidade: Norte-Americano
Universidade: UCLA
Médias na última temporada: 4.7 pontos, 4.0 rebotes, 0.2 assistência, 1.2 tocos, 56.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 53.5% de conversão nos lances livres, em 13 minutos por partida.

Pelo fato de ter um pequeno histórico de lesões nos pés e nos joelhos, Ike Anigbogu perdeu posições no draft. Diferente de seu companheiro de UCLA, o jogador possui um estilo mais físico, e estas lesões atrapalhariam seu desempenho. Diante de seu quadro médico, o calouro teve participação limitada na rotação de seu time universitário, além de ter sido pouco testado na seleção de base.

Mesmo sendo um pouco baixo para a posição, Anigbogu possui uma boa combinação de envergadura, agilidade, velocidade e explosão, e, mesmo sendo tão jovem (completa 19 anos apenas em outubro), já apresenta um corpo preparado fisicamente para a NBA.

rookie se destaca em jogadas de pick and roll, bloqueando muito bem seu adversário e abrindo espaço para um arremesso de seu companheiro. Mostra-se um ótimo reboteiro (característica que falta nos Pacers atualmente), especialmente ofensivo. Anigbogu sabe usar seu corpo para bloquear adversários e utilizar seus braços longos para buscar bolas fora de seu raio de ação, além de ter um rápido segundo salto nos rebotes. Contudo, falta muita técnica no jogo do pivô, ainda mais no arremesso. Sua mecânica mostra-se “travada”, resultando em baixo aproveitamento na linha do lance livre. Seu passe e sua visão de quadra também são pontos que deixam muito a desejar.

#52 – Edmond Sumner

Foto: Reprodução

Idade: 21 anos
Altura: 
1,98m
Peso: 84kg
Posição: Armador
Nacionalidade: Norte-Americano
Universidade: Xavier
Médias na última temporada: 14.3 pontos, 4.2 rebotes, 4.8 assistência, 1.2 roubadas de bola, 47.9% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 27.3% de aproveitamento na linha de 3 e 73.7% de conversão nos lances livres, em 31.7 minutos por partida.

Edmond Sumner é outro jogador que sofre com as lesões. Inclusive, o armador está se recuperando de uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho no momento, sofrida em janeiro, que o tirou do restante da temporada universitária. O atleta também passou por cirurgia no ombro no mesmo período. Antes de seu quadro médico se agravar, o novato era projetado para ser escolhido entre as 30 primeiras posições.

Muito rápido, quebrando a defesa ao deixar seu marcador para trás. Faz muito bem a transição de ponta a ponta da quadra, anotando a cesta ou dando a assistência. Sumner apresenta bom potencial defensivo também. Por ser muito magro, o armador consegue, literalmente, passar no meio dos pick and rolls adversários, além de possuir grande velocidade lateral e boa contestação dos arremessos. Mesmo assim, o jogador precisa melhorar seu físico. Além disso, o atleta faz várias roubadas de bola devido a sua antecipação.

Porém, Sumner apresenta certas deficiências em seu jogo, principalmente na parte ofensiva. Seu arremesso mostra-se inconsistente e muito lento, e, se não adapta-lo a velocidade da marcação da NBA, terá sérias dificuldades. O armador apresenta dificuldades em conduzir a bola quando tenta movimentos mais “difíceis”, perdendo seu controle e gerando um turnover. A marcação mais “acirrada” sobre o rookie o deixa sem poder de criação. Sua falta de peso também o atrapalha nas infiltrações, sofrendo com os contatos físicos dos marcadores. Outro ponto que precisa ser melhorado é no quesito de visão de jogo. Sumner corre de cabeça abaixada em muitas oportunidades, e acaba não enxergando um companheiro livre para o arremesso ou mesmo uma melhor opção de jogada.

O quão longe estes jovens chegarão na NBA e em suas carreiras só o futuro dirá. Entretanto, na visão de quem vos escreve, estes rookies, com o devido trabalho de apoio e desenvolvimento, podem render bons frutos ao Indiana Pacers, que precisará de bons jogadores visto a eminente saída de Paul George.

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