Olimpíadas TimeOut #27 – A Final

Sérvia 66 – 96 Estados Unidos

Toda a expectativa criada por um Team USA pouco dominante enfrentando uma Sérvia competitiva foi pro saco a partir do segundo quarto da partida da final das Olimpíadas. Pois então, se você não viu a final de domingo, foi muito mais simples que o imaginado. Após ótimos 8 minutos iniciais, a Sérvia se derreteu por completo no ataque e viu Kevin Durant brincar com a linha de três pontos para coroar uma vitória que veio com showtime e tudo. Não teve jeito, tudo já estava decidido no segundo quarto quando Nikola Kalinic estava com 4 faltas e Bogdan Bogdanovic não havia acertado nenhum arremesso de quadra.

O começo do jogo foi de muitas jogadas de isolações do Team USA que pouco rendiam em alguma coisa, enquanto o ataque distribuído dos balcânicos também sofria. Diferente das outras vezes durante o torneio, a defesa americana entrou muito mais focada e estudada. Klay Thompson foi quem mais melhorou em termos de foco, aproveitando sua altura para contestar a linha de três pontos e marcar jogadores de diferentes alturas. Os Estados Unidos também tirou da zona de conforto os pivôs sérvios, afastando Raduljica de perto do aro e obrigando Jokic a jogar fisicamente. Na verdade, uma variedade de defensores diferentes conseguiu contestar ambos os grandalhões, que apesar de serem altos, não são de sair muito do chão. Aí toda a envergadura e explosão dos defensores americanos sobra. Para ajudar, estava lá DeMarcus Cousins fazendo sua melhor partida do torneio, sem ser ejetado por faltas e destruindo todos na tábua ofensiva. O real motivo desta atuação estava na arquibancada: Vlade Divac, GM do Kings, que tem uma relação instável com o bebezão de Sacramento. Além do mais, Teodosic e Bogdan começaram pouquíssimo inspirados. O ataque estagnado dos EUA garantiu um início equilibrado, mas a Sérvia começou a dar os primeiros sinais de pane já no fim do período.

Então veio o segundo quarto, uma marcação em zona e um show de Kevin Durant para botar 20 pontos de diferença. O ala fez cestas em sequência após erros dos sérvios que abriram a vantagem. Na verdade, os balcânicos se precipitaram em várias posses seguidas no ataque e a seleção americana tratou de punir isso com jogo de transição e movimentação de bola um pouco mais fluida. A gente piscou o olho e, de repente, a partida estava definida já. Contudo, a vitória só foi decretada mesmo na volta do terceiro quarto, em que Sasha Djordjevic voltou com Vladimir Stimac de titular. Pronto, era o sinal claro de derrota, o tapinha de arrego. A partir daí a diversão foi ver Kyle Lowry fazer um shamgod (e dessa vez não era Carmelo Anthony tomando um de Bodiroga), Cousins pegar 15 rebotes em 17 minutos, Klay chutar de vários lugares da quadra e fazer campanha para Draymond Green e Harrison Barnes entrarem no jogo. Destaque da partida, KD saiu com 30 pontos nos 30 minutos que atuou.

Espanha 89-88 Austrália

Mais cedo, houve uma disputa de terceiro lugar bastante interessante entre Espanha e Austrália. A Espanha jogou bastante no esquema “Pass to Gasol”, aproveitando que o sósia de Lucão da seleção masculina de vôlei estava em dia pra lá de inspirado. A Austrália, pelo seu lado, teve que lidar com Bogut excluído por faltas logo cedo, perdendo bastante em proteção de aro. Servindo de consolo, Aron Baynes, Brock Motum e David Andersen fizeram excelentes partidas para compensar a rotação mais sentida. Mas o destaque, de toda forma, era a formiguinha atômica de Patty Mills. Foram trocas de cestas intensas o jogo inteiro que renderam um final polêmico. Nos últimos 5 segundos, Chacho infiltrou, Mills fugiu do contato, mas o árbitro deu falta. A Espanha converteu e virou o jogo. Na posse seguinte, os australianos não conseguiram criar uma jogada e acabaram perdendo a posse. Gasol (31 pontos, 11 rebotes e 12-15 nos arremessos de quadra) e Patty Mills (30 pontos e 11-23 nos arremessos de quadra) foram os cestinhas e destaques em quadra.

 

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