Será mesmo?

Um dos maiores jogadores da história do basquete mundial, Oscar Schmidt, o brasileiro líder de todos os tempos em pontos marcados por um atleta profissional com mais de 49000. Mas, ele não jogou na NBA, e aí fica a dúvida, como ele teria sido contra os melhores do mundo?

O próprio astro em entrevista a Michael Lee do The Vertical.

“Eu seria top 10. Sempre. Com certeza, um cara não pode me marcar, seria sempre preciso dois, pelo menos.”

Oscar teria se mudado para os Estados Unidos em 1980 depois de ter sido escolhido pelo New Jersey Nets, mas na época a NBA tinha uma regra que proibia os atletas de participarem de competições internacionais. Extremamente leal a seu país, Oscar rejeitou a NBA e seguiu jogando no exterior até os 45 anos.

Com sua escolha ele anotou 49737 pontos na carreira, sem contar que é o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos com 1094 pontos. Comparando com Kareem Abdul-Jabbar o líder em pontos da NBA teve 38387 pontos e o cestinha dos Estados Unidos é Carmelo Anthony com 293 pontos e contando.

O melhor desempenho de Oscar foi nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, quando teve médias de 41.9 pontos, representando o Brasil cinco vezes, antes de se aposentar em 2003. Ainda assim, nunca venceu uma medalha olímpica. Ele é conhecido por ser um monstro nos arremessos de três pontos, mas mesmo assim conseguia jogar bem na zona pintada.

Sobre ser um dos 10 da NBA, não sei dizer se era um sonho alto, mas acredito que seria um dos grandes nomes, provavelmente o melhor jogador sul-americano da história. Ele declarou uma vez que pontuaria pelo menos uma vez a cada minuto, e Kobe Bryant falou que Oscar era o seu ídolo na infância, enquanto atuava na Itália com o pai do Black Mamba. Pelo que fez no basquete e a capacidade de pontuar, provavelmente ficasse entre os 15 melhores, tanto que é membro do Hall da Fama desde 2013 e Larry Bird fez a sua introdução falando sobre as dificuldades de marcar o Mão Santa.

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