Olimpíadas TimeOut – Análise da Primeira Rodada Feminina

O TimeOut Brasil além de fazer uma das maiores coberturas da olimpíadas Rio 2016 no que tange o basquete masculino, faz questão de trazer a tona em nosso portal o que de melhor acontece no torneio feminino olímpico.

Agora começaremos mostrando como foi a primeira rodada dos dois grupos.

GRUPO A

França 55 x 39 Turquia586410656-basketball-oly-2016-rio-tur-fra-850x560

A França superou a ausência da sua grande líder, Celine Dumerc e conseguiu uma boa vitória sobre a Turquia na Arena Juventude.

As turcas até começaram melhor, colocando uma vantagem de 14-4. No entanto, as Les Bleues depois desse começo lento, começaram a achar o seu jogo e foram melhorando a cada momento que os minutos iam passando. No segundo quarto, as turcas acertaram apenas 1 de 12 dos arremessos de quadra e as francesas aproveitaram para abrir uma boa vantagem. Com isso, as francesas conseguiram impedir o ímpeto das turcas e controlaram a partida

Destaque da partida: Sarah Michel estava on fire acertando 4 de 6 nas bolas três pontos. Ela terminou com 14 pontos, 8 rebotes e 4 roubos de bola.

Visão Geral: França mostrou uma boa profundidade de quadra e foi fundamental para a vitória contra a Turquia. Já a Turquia aprendeu de forma mais dura, que não dá para deixar os seus adversários gostarem do jogo. Começaram bem e deveriam ter mantido o ritmo até o final, muito por que as turcas não conseguem correr atrás depois que o placar está adverso.

Austrália 84 x 66 Brasil

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A Austrália fez um segundo tempo muito forte e conseguiu uma ótima vitória contra o Brasil, no jogo disputado na Arena Juventude.

As brasileiras chegaram a abrir 28-14 no placar, muito por causa da capitã Iziane Castro, que fez 18 pontos no primeiro tempo. No entanto, ela começou a esfriar na partida e foi a vez das Opals começarem a aquecer – especialmente a partir depois das várias bolas de três pontos conectadas – na segunda metade de jogo. O momento decisivo da partida foi a corrida de 23-6 imposta pela a Austrália com 8:02 no relógio, colocando pela primeira vez na partida uma vantagem de dois dígitos para as australianas. Que a partir daí não foram mais alcançadas no placar.

Destaque da partida: Enquanto Liz Cambage (20 pontos e 14 rebotes) e Penny Taylor (17 pontos) causaram enorme dano ao redor da cesta e mantiveram a Austrália no jogo, foi Leilani Mitchell (18 pontos, incluindo 3 de 5 nas bolas de três pontos) e George (9 pontos, todos em cestas de três pontos), que conseguiram trazer a primeira vitória para as Opals.

Visão Geral: Apesar de ficar a trás no placar por até dois dígitos no primeiro tempo, a Austrália não entrou em pânico e a atitude calma foi recompensada quando elas gradualmente foram desgastando o Brasil para sair vitoriosas no fim. Já as brasileiras vão ter que pensar em um jeito de depender menos da Iziane e procurar um jogo mais coletivo. Pois se não conseguir achar esse jogo, não deve ficar na competição por muito tempo.

Japão 77 x 73 Bielorrússia

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No jogo mais acirrado da rodada, tudo foi resolvido no fim. Quando as campeãs asiáticas de 2015 mantiveram a calma e fizeram jogadas oportunas em ambas as extremidades da quadra.

O minuto final foi o momento mais intenso da partida. Depois que o Japão viu a sua vantagem de 69-65 com 2:58 no relógio ser encurtado para 69-68, a partir daí as japonesas mostraram esperteza em escolher boas jogadas e uma eficiência que as europeias não foram capazes de segurar. O Japão conseguiu abrir uma vantagem de 75-70, mas a Bielorrússia faltando 14 segundos para o término da partida conseguiu fazer uma cesta de 3 pontos e encostar no placar novamente. Mas na saída de bola, a ótima Yoshida sofreu falta e converteu os 2 lances livres para selar o resultado.

Destaque da partida: É difícil dar a alguém que não seja a Yoshida, dada a forma como ela acertou os lances livres cruciais. A capitã do Japão só terminou com 8 pontos, mas chegou muito perto de um triplo duplo, pegando 9 rebotes e distribuindo 8 assistências. Ela também conseguiu 4 roubos de bola.

Visão Geral: Bielorrússia nos últimos anos sempre teve problemas contra equipes asiáticas e a tendência continuou. Mais recentemente, elas perderam para a Coréia e China, respectivamente na fase de grupos e quartas de final no torneio feminino de classificação olímpica da FIBA (WOQT). As bielorrussas vão ter que se concentrar mais no próximo jogo. Já o Japão pode saborear a vitória.

GRUPO B

Canadá 90 x 68 China

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As campeãs do FIBA Américas de 2015 só ficou atrás no placar nos primeiros 3 minutos e 20 segundos de jogo. A veterana Lizanne Murphy saiu do banco e começou a trilhar a vitória maiúscula das canadenses. O Canadá em nenhum momento sofreu uma pressão das chinesas e conseguiu controlar bem o jogo até o final, essa facilidade fez com que o time canadense começasse a poupar as suas jogadoras e dar ritmos as suas reservas.

Destaque da partida: Tamara Tatham foi muito eficiente a alcançar mais de 20 pontos em apenas 24 minutos de jogo. Ela foi perfeita nos arremessos de 3 pontos (4 de 4). Menção honrosa para a capitã Kim Gaucher que pegou 10 rebotes e deu 7 assistências.

Visão Geral: Canadá ficou satisfeito com este resultado, mas tem que se preparar bem para enfrentar as campeãs do EuroBasket 2015, Sérvia. Quanto à China, elas podem se redimir quando enfrentar a fraca equipe do Senegal

USA 121 x 56 Senegal

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USA que busca conquistar a sua sexta medalha olímpica consecutiva, começou como todos nós esperávamos, uma vitória bem tranquila sobre as senegalesas.

Diana Taurasi acertou uma bola de três pontos aos 03:03 de jogo para dar as americanas a sua primeira vantagem de dois dígitos, 12-2. Neste momento já sabíamos como seria o tom da partida. As senegalesas até “tentaram”, mas a qualidade americana é muito superior, principalmente no feminino.

Com 121 pontos, USA igualaram com o Japão na terceira maior pontuação de uma equipe na história do torneio olímpico de basquete feminino. Apenas o Brasil (128 pontos contra o Japão em 2004) e da União Soviética (122 pontos contra a Bulgária em 1980) pontuaram mais em um jogo. As japonesas marcaram 121 pontos contra o Canadá em 1976.

Destaque da partida: Sue Bird além de pontuar bem como todo o time praticamente, ela ainda deu 8 assistências para as suas companheiras.

Visão Geral: As campeãs africanas não saíram triste da partida, pois agora podem em concentrar nas próximas partidas. As americanas mostraram com esse placar, que vêm com muita vontade de conquistar mais um ouro e não só para passear no Rio de Janeiro.

Espanha 65 x 59 Sérvia

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Em um emocionante jogo, as espanholas se saíram melhor no confronto europeu na Arena Juventude.
Aparecendo no torneio olímpico de basquete feminino pela primeira vez desde 2008, a Espanha teve que buscar um défice de nove pontos no início e fez o suficiente ao longo dos 12 minutos finais para adiar a primeira vitória das campeãs do EuroBasket de 2015.

Destaque da partida: Enquanto Torrens tinha apenas 7 pontos, 6 deles vieram no terceiro quarto decisivo. O “elenco de apoio” que contou com Anna Cruz (13 pontos e 11 rebotes), Palau (7 pontos e 5 assistências), Astou Ndour (11 pontos e 12 rebotes) e Marta Xargay (15 pontos vindo do banco) merece uma tonelada de crédito também.

Visão Geral: No EuroBasket de 2015 em que foram campeãs, a Sérvia perdeu uma vez – contra a Espanha, na fase de grupos. As comandadas de Marina Maljkovic imaginavam que tinham aprendido algumas lições depois desta derrota, mas vimos que não. Já a Espanha, vai ter que se superar mais uma vez, quando enfrentam as atuais campeãs olímpicas, USA.

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