Preview das Finais do Pré-Olímpico: Canadá vs França

Depois de definidas as finais na Europa, a sede filipina do Pré-Olímpico Mundial também chega a sua decisão. O Canadá sofreu, mas conseguiu passar pela Nova Zelândia, enquanto a França passeou sobre a Turquia.

10/07 – 10:00

Canadá Titulares França
Ennis PG Parker
Joseph SG De Colo
T. Scrubb SF Batum
Bennett PF Diaw
Thompson C Lauvergne
Reservas
P. Scrubb G Heurtel
Heslip G Diot
Ejim F Gelabale (Kahudi)
Kendall F Pietrus
Birch (Anthony) C Tillie (Moerman)

Pelo apresentado no Pré-Olímpico até aqui, a França é franca favorita, apresentando um basquete muito mais equilibrado e espaçado. Tony Parker e Nando De Colo fizeram ótimos jogos até agora e, juntos, exigirão muito esforço defensivo coletivo por parte de Cory Joseph e Phil Scrubb (Brad Heslip e Tyler Ennis são pouco indicados aqui). Pra piorar, Nicolas Batum está oficialmente liberado pra jogar, trazendo gás de versatilidade a rotação, podendo criar por conta própria ou agir como playmaker para que De Colo jogue sem a bola, coisa que também vale pra Boris Diaw, que ainda faz boas coisas de costas para a cesta.

No garrafão, o esperado é que Lauvergne busca a meia distância ou até os tiros de três pontos pra afastar Tristan Thompson dos rebotes, pra que os alas altos franceses ataquem a tábua (Gelabale, Pietrus e Tillie fundamentalmente). E seria ótimo ver Huertel com a ótima produção vinda do banco que causou no time. Arremesso e passe de elite pra compensar sua defesa terrível, jogando ao lado de Diot sempre pra amenizar este aspecto.

Quanto a parte ofensiva do Canadá, bem, essa foi a garantia que a seleção do norte da América nunca tivesse um jogo tranquilo no Pré-Olímpico até agora, mesmo com os fracos adversários que enfrentou (Turquia sem Ilyasova e Kanter, Senegal e Nova Zelândia). Espaçamento é uma das chaves. A terra do bacon canadense tem acertado péssimos 23.2% do perímetro. Heslip, que é especialista nisto, está com terríveis 18.2%. O que melhor atira até agora é Melvin Ejim, com apenas 33.3%. Sem espaço e contra um time de muita envergadura, fica difícil pra Cory Joseph arrumar espaço nas suas trombadas e na meia distância. Sem apostar nas bolas de 3, não duvidaria que o Canadá arriscasse num garrafão mais alto com Birch e TT, que somam 7 rebotes ofensivos por jogo. Tamanho pode ser a chance dos vermelhos.

Palpite: França.

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