Pré-Olímpico Mundial: Preview das Semifinais

O Pré-Olímpico Mundial está em andamento e, se faltou tempo pra resumir por aqui cada um dos jogos, vamos dar nossos pitacos e análises da fase mais profunda do torneio. Algumas seleções já ficaram para trás e cada sede já está na fase semifinal. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

Grupo Belgrado:

Letônia vs Porto Rico

Letônia Titulares Porto Rico
Strelnieks PG Barea
Bertans SG Vassallo
Silins SF Holland
Timma PF Clemente
Kaspars Berzins C Ramos
Reservas
Blums G Arroyo
Janis Berzins G Huertas
Skele F Sosa
Mejeris F Balkman
Pasecniks C Diaz

Palpite: Letônia

Análise do Confronto: Trata-se do embate entre uma das equipes que mais aceleram as ações no torneio (Porto Rico) contra uma das que mais joga em meia quadra (Letônia). Em um estilo de quase run and gun, JJ Barea usa toda sua velocidade para criar espaços em infiltrações para chutadores abertos (sobretudo Vassallo) ou alimentar jogadores mais atléticos no garrafão, com destaque para o bom Clemente. E se precisar de um jogo mais lento, exploram o gigante e interminável John Ramos, no alto de seus 2,22 metros de altura. Quando Barea sai, Arroyo vem do banco com basicamente a mesma função, arriscando um pouco mais chutes a partir do drible. A dupla já não joga tantos minutos juntos (porque se jogasse, a defesa estaria numa enrascada). Contra toda essa velocidade latina, os gelados letões contam com um elenco bastante versátil e atlético nas alas e no garrafão, com destaque para Timma, Mejeris e Meiers, que estão bem ativos sem a bola. Strelnieks conduz, com toda a calma do mundo, a armação. Mas no geral, é Dairis Bertans que comanda o time, um cestinha que é ótimo arremessador de meia distância e que pode criar para os companheiros. O gatilho de Janis Blums funcionou muito bem nas primeiras partidas. O time do leste europeu errou bem pouco no geral, ao contrário dos porto-riquenhos, que cometeram 40 desperdícios de bola na primeira fase. Se errar tanto, vai sucumbir para um time alto e calmo, que mata o jogo aos poucos, como foi contra a República Tcheca.

Sérvia vs República Tcheca

Sérvia Titulares República Tcheca
Markovic PG Satoransky
Bogdanovic SG Schilb
Kalinic SF Pumprla
Bircevic PF Benda
Jokic C Vesely
Reservas
Teodosic (Jovic) G Auda
Nedovic G Palyza
Simonovic F Hruban
Raduljica F Kriz
Stimac C Welsch

Palpite: Sérvia

Análise do Confronto: A Sérvia vem como favorita contra a República Tcheca, mas é um confronto que, com toda certeza, pode render surpresas. O time adriático vê a estrela de Nikola Jokic brilhar cada vez mais, melhor jogador da equipe na competição até aqui, apesar da idade. É notório a tranquilidade com que age na cabeça do garrafão, arma bastante usada pela seleção sérvia, colocando seus alas e pivôs para cortarem nas costas da defesa nestas situações, sobretudo Simonovic, Kalinic, Raduljica e Bircevic. Teodosic, assim como no CSKA, vem vindo do banco, para comandar a segunda unidade com sua apuradíssima visão de quadra e habilidade de criar após o drible. Titular, Markovic tem mais funções defensivas mesmo, deixando a criação para Jokic e Bogdan Bogdanovic e seus arremessos. Nedovic auxilia neste quesito quando está em quadra também, mais importante em transição. Tem tudo para sobrar contra o limitado elenco tcheco, que não tem contado com tanto brilho da dupla Satoransky-Vesely, embora ambos já tenham rendido vines. Sorte que Welsch, Auda e Palyza estão melhor que a encomenda, mas é difícil apostar contra a Sérvia agora.

Grupo Turin:

Grécia vs Croácia

Grécia Titulares Croácia
Calathes PG Ukic
Perperoglou SG Simon
G. Antetokounmpo SF Bogdanovic
Papapetrou PF Saric
Bourousis C Bilan
Reservas
Athinaiou G Stipcevic
Mantzaris G Hezonja
T. Antetokounmpo F Babic
Agravanis F Sakic
Koufos C Planinic

Palpite: Grécia

Análise do Confronto: Melhor time do torneio até aqui, a Grécia combina passe, defesa e habilidade atlética como nenhuma outra. O maestro Nick Calathes dita o ritmo e abastece os irmãos Antetokounmpo de ponte-aéreas. Nos dois jogos que disputaram, sobraram na defesa de cobertura e no corte no backdoor. Para criar no garrafão, lá está Bourousis com seus passes e força de costas para a cesta, é o grego que mais arrisca cestas no elenco. Para ajudar no espaçamento, ótimo que Giannis, Mantzaris e Agravanis continuem matando suas bolinhas. Pelo visto até agora, sabem jogar coletivamente bem superior que a Croácia, que sofre na hora de escolher bons arremessos, sobrecarregando Bojan Bogdanovic, que tem correspondido até bem, como 10 tentativas de lances livres por jogo e algumas enterradas que não nos acostumamos a vê-lo fazendo. Saric exibe seu potencial como reboteiro e passador vez ou outra, mas tem que acertar os arremessos de longe, coisa que não fez até agora. Bilan e Hezonja não impressionaram nas duas partidas que atuaram, mas Mario ao menos chutou bem de longe. Mas sem profundidade na rotação e um elenco preparado pra defender a Grécia, vou nos filósofos.

Itália vs México

Itália Titulares México
Hackett PG J. Gutierrez
Belinelli SG Stoll
Datome SF Cruz
Gallinari PF Hernandez
Bargnani C I. Gutierrez
Reservas
Poeta G Mendez
Aradori G Toscano
Gentile F Ramos
Melli F Mata
Cusin C Zamora

Palpite: Itália

Análise do Confronto: Defendendo bem melhor que nos torneios anteriores, a Itália é a grande favorita contra o México, um time de garrafão fraco e que quase todas as forças estão no perímetro, que é basicamente a mesma característica dos italianos, com o adendo do talento, claro, e da altura (Datome, Gallo e Gentile são grandes e fortes, coisa que não dá pra dizer de Stoll, Cruz e Gutierrez, que são armadores). Para segurar os baixinhos do México, a tendência é muitos minutos para Daniel Hackett, um armador de 1,98 e muita força, que lidera a Itália em minutos até agora, assim como se espera mais minutos do faz-tudo Nicolo Melli. E com Bat-Belinelli inspirado, a Itália tem tudo pra passar com tranquilidade.

Grupo Manila:

Canadá vs Nova Zelândia

Canadá Titulares Nova Zelândia
Ennis PG C. Webster
Joseph SG T. Webster
Ejim SF Abercrombie
Thompson PF Fotu
Birch C Vukona
Reservas
P. Scrubb G Ili
Heslip G Bartlett
T. Scrubb F Ngatai
Bennett F Anthony
Joel Anthony C Loe

Palpite: Canadá

Análise do Confronto: O Canadá sofreu um bocado até agora, com direito a quase-derrota pro Senegal. Porém chegou e agora precisa confirmar o favoritismo e bater a Nova Zelândia, da talentosa dupla de irmãos Webster, dois cestinhas pequenos e agressivos. O caminho pode ser o garrafão, com Tristan Thompson, Bennett e Birch garantido no tamanho contra a rotação enxuta formada por Fotu-Vukona-Loe. Heslip não apareceu até agora, mas seus chutes são essenciais pro ataque canadense, que pouco tem funcionado bem, dependente das trombadas e tiros após o drible de Cory Joseph, que outra vez lidera essa equipe. No mais, a diferença de talentos me faz apostar no Canadá, mas uma zebra é bem possível.

França vs Turquia

França Titulares Turquia
Parker PG Dixon
De Colo SG Guler
Gelabale SF Osman
Diaw PF Geyik
Lauvergne C Erden
Reservas
Heurtel G Korkmaz (Sipahi)
Diot G Mahmutoglou
Kahudi F Batuk
Pietrus F Savaz
Tillie (Moerman) C Asik

Palpite: França

Análise do Confronto: O elenco turco é muito limitado e ultra-dependente de Bobby Dixon criando após o drible. Omer Asik consegue a proeza de esquentar o banco de Semih Erden e não dá apostar que Cedi Osman vá resolver muito as coisas, assim como Guler nunca é confiável o bastante. E no mais, Korkmaz não está pronto pra um nível de exigência muito grande. A França, mesmo sem ter sido brilhante, conta com Parker e De Colo em forma e acertando suas jogadas e Boris Diaw até que se apresentou bem, embora o destaque tenha sido mesmo Gelabale e sua polivalência. Um elenco muito superior, assim como basquete apresentado, sugere França como aposta lógica.

%d blogueiros gostam disto: