NCAA: Desconhecidos que podem incomodar no March Madness

valparaiso

Enquanto a temporada regular da NCAA está terminando e os torneios conferencionais das principais conferências ainda não começaram, falaremos sobre os times que podem incomodar no March Madness.

Estas equipes são de conferências menores, que são pouco conhecidas, mas que tem jogadores ou um conjunto capaz de derrotar adversários de níveis maiores. A análise não será muito grande, até porque é um pouco difícil obter muitas informações e acompanhar os jogos dessas universidades, muito pela falta de jogos transmitidos na TV dessas equipes.

Separei três universidades que acho que têm potencial para fazer estragos. São elas: Murray State, Valparaíso e Stephen F Austin.

– Murray State

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Os Racers estão a 24 jogos sem perder. Jogam na conferência Ohio Valley, que tem poucos times qualificados, mas sua sequência de vitórias impressiona. Junto com Kentucky é a única equipe que venceu todos os jogos de sua conferência.

O motivo disso é Cameron Payne, armador sophomore, o jogador lidera a equipe em pontos, 20,1 por jogo, e assistências, 5,7 por jogo. Ele está entre os dez candidatos a melhor jogador do país. Possivelmente você nunca ouviu falar nele, por isso que afirmo, podemos estar vendo aqui, um novo Damian Lillard (estudou em Weber State) ou Stephen Curry (estudou em Davidson). O que eles têm em comum, fora serem armadores? Ambos vieram de universidades com pouca expressão. Payne pode não virar nada, mas merece nosso olhar.

Outro fato que valorizo nesse time é a rotação da equipe. Pelo menos nove jogadores jogam no mínimo dez minutos por jogo, o que os deixa numa situação de revezamento constante de seus atletas.

Farei uma perspectiva. Acho que são capazes de chegar até o Sweet Sixteen no March Madness.

– Valparaíso

Essa universidade foi a última que conseguiu derrotar o time de cima, Murray State. Você não verá nenhuma estatística fantástica, nem um jogador que se destaque demais. Coletividade. Esta é a palavra que define Valparaíso. O March Madness adora times assim. Defesas fortes que vencem o jogo com assistências, com a bola girando e passando de mãos em mãos. Isso Valparaíso tem.

O craque do time é Alec Peters e, para vermos o quão coletiva é essa equipe, Peters só joga 29 minutos por jogo. O ala-pivô sophomore lidera a equipe em pontos e rebotes.

Não tenho ideia de onde esse time pode chegar, portanto fique de olho, se tivermos um upset desta equipe sobre uma major, não será novidade.

– Stephen F Austin

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Segundo time que mais tem assistências por jogo no país. Começando assim já se tem uma ideia do que essa universidade pode fazer e como joga. Com cinco jogadores fazendo pelo menos oito pontos por jogo, a coletividade que falei para Valparaíso também vale para Stephen F Austin. Os Lumberjacks também são o décimo melhor ataque do país. Força ofensiva não falta para eles, mas a defensiva também é eficiente. Quinto time que menos sofre chutes de três pontos na NCAA, sua marcação é insana, forçando o homem adversário que está com a bola a se desfazer rápido, seja passando ou arremessando de forma contestada.

Thomas Walkup, armador da equipe e Jacob Parker, ala, lideram o time em pontos por jogo. Ambos são seniors, estão no último ano de universidade e farão o máximo para deixarem um legado e seus nomes marcados na história.

Ano passado, no March Madness, os Lumberjacks chocaram o país ao vencerem VCU, que tem uma defesa impressionante. Este ano poderemos ver de novo eles incomodando? Não sei, mas acho que podemos sim. Estatísticas positivas não faltam.

Você acha que algum time pode incomodar?

Legenda:

Mid-major – times de conferências menores
Major – times de conferências mais conhecidas
Upset – zebra. Quando uma equipe menos conhecida vence a mais conhecida ou que está melhor ranqueada.
Sweet Sixteen – melhores dezesseis times do March Madness.

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