O TOP 16 até aqui

Os posts sobre a Euroliga andavam meio escassos. Para suprir esta ausência, nada como um belo texto resumindo o que aconteceu em sete rodadas.

GRUPO E:

Até o momento, o Real Madrid vem encabeçando esta chave. Com o segundo melhor ataque desta fase (só perde para o CSKA) e com a defesa funcionando mais, a equipe da capital espanhola ainda está longe do basquete encantador da temporada passada. Entretanto, o esforçado Felipe Reyes vem fazendo uma temporada de encher os olhos, conquistando o espaço de jogador mais eficiente dos madrilenhos, a frente de Rudy Fernandez e Sergio Rodriguez.

Em segundo lugar o Panathinaikos de Dimitris Diamantidis, seguido pelo Maccabi Tel Aviv, ambos com cinco vitórias e duas derrotas. As duas equipes já contaram com mais talento recentemente, mas ainda possuem jogadores de nível suficiente para aprontar. Os atléticos James Gist e Jeremy Pargo são os destaques de cada time, respectivamente.

O Barcelona ocupa, de maneira surpreendente, a quarta posição. Recheado de contusões, de boa surpresa mesmo apenas a subida de produção do explosivo Mario Hezonja. As voltas de Alex Abrines e Brad Oleson serão importantes para um subida na tabela. De qualquer forma, para quem era favorito, os catalães andaram tropeçando bastante. Marcelinho Huertas aproveitou a ausência de companheiros saudáveis para fazer excelentes partidas. Faltou manter o ritmo, pois depois de bons jogos acabou caindo em um mar de inconstância.

A sensação da primeira fase, o Crvena Zvezda, faz um TOP 16 bem ruim. O gigante sérvio Boban Marjanovic continua eficiente toda vida. Só não foi o caso de Marcus Williams e Luka Mitrovic, que caíram de produção junto com a equipe, logo quando as coisas aumentariam de dimensão.

O Galatasaray e seus salários atrasados precisarão fazer muito bonito para se classificarem. O mesmo vale para o Zalgiris Kaunas, uma equipe receada de jogador muito jovens ou muito experiente, comandada pelo meio-termo dessa história, o americano James Anderson. São duas vitórias em sete jogos, uma situação reversível, porém difícil pelas armas que possuem.

GRUPO F:

O grupo F apresenta quatro forças que despontam em relação ao resto das equipes. Olympiakos, CSKA, Fenerbahçe e Anadolu Efes vêm, por enquanto, confirmando a prévia dos classificados do grupo.

Com o melhor basquetebol da Europa até então, o CSKA conheceu sua primeira derrota na competição, contra o Olympiakos, colocando o time grego em primeiro, seguido pelos russos, para depois aparecerem os dois clubes turcos. A equipe de Moscou ainda é a grande aposta de todos, mesmo com a derrota. O Fenerbahçe vem se acertando, da mesma maneira que o projeto de usar jovens talentos do Anadolu Efes vem dando muito certo.

Quem pode surpreender é o Laboral Kutxa, que com três vitórias e quatro derrotas, só está uma vitória atrás do Anadolu Efes. Os bascos melhoraram bastante desde a saída de Thomas Heurtel (incrível, não?), dando lugar aos americanos Mike James e Darius Adams, talvez retornando a ter a consistência que tinha há duas temporadas.

O outro espanhol do grupo, o Unicaja Málaga, vive de muito brilho na Liga ACB, da qual é líder, alternado com uma campanha decepcionante no TOP 16, com apenas um mísero triunfo neste fase.

 

 

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