All Around: A Inquietação como Segredo da Vida e do Basquete

Michael Jordan drives baseline

Neste espaço a mim confiado, já escrevi sobre diversos temas relacionados ao mundo do basquete, alguns que poderão ter relação indireta com esse post, que qualquer leitor pode acessar por aqui, aqui e aqui. Como forma de aumentar minha inquietação (tema deste post), resolvi fazer um textinho diferente, para não cair na velha mesmice que pode contagiar a todos.

O mundo está cheio de pessoas, nas mais diversas áreas, que se deixam levar pelo sucesso repentino e possuem visões medíocres sobre a exposição. A forma como a mídia divulga as novidades, a farsa das visualizações do youtube, a busca incessante por atenção ou fama trás visões deturpadas sobre o que é qualidade, da mesma maneira como a relação dessa com a notoriedade. O que se vê são pessoas preocupadas mais em aparecer e conquistar fãs do que fazer algo que tenha conteúdo relevante e/ou inteligente.

Da mesma forma, é comum que pessoas conquistem em alguma hora a fama ou sucesso, mas que após atingir este feito, se encostam nele, ao invés de tentar se atualizar, rejuvenescer ou buscar novas formas de deixar seu legado ainda maior. Aí você, leitor, me pergunta: “Em que isso tem relação com basquetebol meu filho?”. Em muita coisa, eu responderia.

Um jogador pode ser rotulado com de alto potencial e ter tido sucesso no mundo do high school, faculdade, Europa ou qualquer lugar em que joguem um esporte com bola laranja; porém, caso o atleta não tenha a inquietação necessária melhorar e evoluir, ele será fatalmente esquecido, apenas lembrado pelos anos mais nostálgicos ou pelo fã mais irracional.

No mundo da NBA, um jogador que cai de produção será fatalmente desvalorizado. A política salarial da liga faz com que nenhum GM em sã consciência (claro, existem os loucos) gaste dinheiro demais em um jogador inútil, que falta em treinos ou que não contribua para a “química” do time. O mesmo vale para o universo particular dos técnicos. Alguém se lembra de como o valor de Mike D’Antoni caiu, mesmo tendo comandado por anos a fio um time com eficiência impressionante, simplesmente por não conseguir se adaptar a outro sistema de jogo e ser inimigo declarado de defesa? Qualquer semelhança entre ele ter treinado Amar’e Stoudemire, um defensor viajadão, com sua aversão em armar esquemas defensivos eficientes, é mera coincidência.

Quando vamos para outras esferas, como por exemplo a da música, é notável que existem artistas que sentaram por cima do sucesso de poucos lançamento, para depois ver a qualidade de seu trabalho cair vertiginosamente, tendo que buscar dinheiro em cima de fãs mais acomodados. A tão aclamada banda Guns N’ Roses, a título de exemplificação, se resume a duas fases, a CS e a SS, respectivamente “Com-Slash” e “Sem-Slash”. O guitarrista cabeludo era a mente criativa por trás do grupo, com seus riffs e solos impactantes, foi o grande responsável por sucessos como “Don’t Cry” e “Sweet Child O’ Mine”, hinos de roqueiros adolescente menos preocupados em se atualizar. Foi Slash sair, que a qualidade do trabalho do “Guns” caiu vertiginosamente, se perdendo nos vocais gritados, inconsistentes e histéricos de Axl Rose. Ir ao show deles é atestar como um trabalho pode cair imensamente de qualidade pela simples falta de inovação. Enquanto isso, o ex-guitarrista da banda continua lançando mais e mais sucessos, de mais diversas maneiras, sendo continuamente premiado.

O mesmo vale para uma pessoa normal, como você leitor! Inspirar-se em exemplos como Michael Jordan e Kobe Bryant, caras que treinaram de maneira avassaladora durante suas carreiras para expandirem seus jogos, a fim de os tornarem jogadores mais difíceis e imprevisíveis de serem marcados, já serve de começo. O sucesso profissional vem quando se tira a bunda de sua cadeira para fazer algo impactante e que aumente o lucro da empresa. Para o estudante, é tentar durante sua vida acadêmica se aprimorar cada vez mais, para estar sempre em destaque.

Por muitas vezes o reconhecimento não virá da mesma forma, algo que é compreensível. Ser midiático ou exposto não é sinônimo de ser bom. Quando se abre mão de coisas que parecem certas para a busca da melhora, a realização é muito maior. Caras como Bob Dylan, Ariano Suassuna, Michael Jordan e tantos outros que buscaram sempre mudar e lançar mais conteúdo de qualidade, muitas vezes sem se importar com o público ou fama, conseguiram aumentar seus legados de maneira exponencial. A busca da inquietude deve ser almejada por qualquer ser humano que queira realizar algo de importante, logo não deve ser encarado como papo furado de livros de autoajuda. Ser inquieto criou e ainda criará muitas das importantes personalidades da humanidade.

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