All Around: Basquetebol e a Arte de Ser Humano

E está chegando o fim do ano que marca a estreia do TimeOut Brasil nas paradas de sucesso do mundo dos blogs e sites dedicados ao basquetebol. Para marcar o encerramento deste belíssimo ano, elaborei um texto com todo carinho, para fechar o ano com uma (suposta) chave de ouro. Sem mais delongas, leiam essas mal-traçadas linhas:

Basquetebol. Um esporte que diz muito quem somos nós, meros seres humanos. Pouca gente vê o quanto os esportes, incluindo a nossa querida atividade da bola laranja atesta o domínio de nossa espécie no mundo.

Qual espécie é capaz de arremessar tão bem uma bola? Um pequeno alvo circular que nem cabem duas esferas é o destino de mais e mais lançamentos. Alguns de muito longe, outros postos com uma força sobrenatural, ou mesmo cheio de firulas e trejeitos. O basquete é a prova do domínio do ser humano em atirar algo com uma precisão incrível.

Superman mostrando que é possível colocar a bola na cesta com "delicadeza"

Superman mostrando que é possível colocar a bola na cesta com “delicadeza”

Qual espécie tem a capacidade de bater com tal domínio uma esfera? Este sólido não é nada fácil de se controlar. Mas o ser humano sabe muito bem usar seus membros inferiores para batê-la com um ritmo quase sinfônico. É capaz de passá-la entre as pernas! Ou mesmo pelas costas! Nenhuma outra espécie tem o poder de conduzir tão bem uma bola, privilégio do ser humano.

Qual espécie é tão boa em produzir desde bruta-montes pesados, fortes e absurdamente altos que mal sabem quicar mais de uma vem a bola até seres vivos rápidos, ágeis, habilidosos e pouco mais baixos? A diversidade do ser humano em conseguir formar atletas das mais diversas características nos esportes é capaz de produzir atividades de alto grau de complexidade e variação. O fato de existirem seres humanos de diferentes tipos em um mesmo esporte é atestador de nossa adaptação flexível aos mais diversos ambientes.

O ser humano é capaz de dedicar uma devoção tão fervorosa quanto uma religião a uma entidade não muito religiosa: os clubes. O ser humano é capaz de acompanhar, assistir e torcer para um esporte de maneira única e não vista em grande escala em outras espécies. Ser humano é ser devoto e amoroso de uma instituição sem um fim maior do que o entretenimento.

Ser humano é de organizar competições. Juntar os melhores seres de uma nação para competir. Por mais que no basquetebol temos a eterna lamentação da competição de clubes ser maior que a de países, algo muito único neste esporte, ainda sim somos capazes de nos juntarmos, nem que se para comprovar o domínio estadunidense.

Ser humano é também admirar o jogo bonito e envolvente. É capaz de se encantar com um jogo bonito, como o do extra pass. Admirar (ou odiar) e acompanhar o campeão, mesmo ele não sendo o time para qual torce. Isto é algo que o ser humano faz com maestria. Pessoas que não acompanham só seu time, mas sim todo um sistema.

Se neste ano por algum motivo você ficou longe do basquete, esta arte que nos mostra o quão bons nós somos, saiba: O basquete é vida, o basquete é devoção, o basquete é amor, o basquete é competição, o basquete é nosso retrato, o basquete é ser humano!

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