Three Seconds: O mau momento dos amigos de Anthony Davis

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Se jogo após jogo a gente pode ver a evolução de Anthony Davis atuando pelo Pelicans, o mesmo não podemos dizer do momento de seus ex-companheiros de Kentucky Wildcats, principalmente depois do anúncio da dispensa de Darius Miller pelo próprio time de New Orleans.

O time da Universidade de Kentucky, que venceu o torneio da NCAA em 2012 sob comando do técnico John Calipari, tinha Anthony Davis como principal estrela, mas era um time considerado completo e todos os outros quatro titulares (Michael Kidd-Gilchrist, Terrence Jones, Marquis Teague e Doron Lamb) foram escolhidos no Draft da NBA daquele ano.

No dia 02 de abril de 2012, esse quinteto conseguiu bater o bom time de Kansas Jayhawks, que contava com Thomas Robinson (Portland Trail Blazers), Jeff Withey (New Orleans Pelicans) e Tyshawn Taylor (ex-Brooklyn Nets) por 67 a 59 e conquistava o título da NCAA.

Naquela noite, devido ao péssimo desempenho de Davis no ataque, apenas seis pontos e 10% de aproveitamento (1-10), mesmo pegando 16 rebotes, Lamb foi o cestinha do time com 22 pontos, seguido por Teague com 14, MKG com 11 pontos e Jones com nove.

Menos de três meses depois, o quinteto ouviu os seus nomes serem chamados por David Stern (e Adam Silver) no Draft da NBA. O primeiro de todos foi Davis, selecionado pelo New Orleans Hornets (atual Pelicans). Logo em seguida o Charlotte Bobcats (atual Hornets) escolheu o Kidd-Gilchrist na segunda posição. Jones teve que esperar até o Houston Rockets escolhê-lo na 18ª colocação. Marquis Teague também conseguiu sair na primeira rodada sendo selecionado pelo Chicago Bulls como o número 29.

Doron Lamb saiu apenas na segunda rodada rumo ao Milwaukee Bucks na posição 42. E o sexto homem da equipe, Darius Miller, também foi para a NBA sendo escolhido na posição 46 pelo New Orleans para se juntar a Davis.

Depois de dois anos, Davis virou uma estrela incontestável na NBA apontado por muitos como candidato para MVP e jogador mais dominante da liga nos próximos anos. Terrence Jones e Michael Kidd-Gilchrist são titulares de suas equipes, mas sofrem neste início de temporada com lesões e sempre apontados como candidatos a uma troca para que suas equipes se tornem times melhores.

Jones tem uma lesão bizarra que gerou uma inflamação no nervo de sua perna e só conseguiu entrar em quadra em quatro partidas nesta temporada pelo Houston Rockets. Já MKG tem uma fratura por stress no pé direito que o tirou das últimas 10 partidas do Hornets. Ambos ainda não têm sua volta determinada pelos departamentos médicos.

Pelos lados de Charlotte sempre foi esperada uma evolução na mecânica de arremesso de Kidd-Gilchrist e isso não aconteceu nesses dois anos. Aos 21 anos, o ala ainda tem muito a evoluir, mas suas médias não são boas até aqui. Apenas 8.3 pontos e 5.6 rebotes.

Jones, depois de uma série de trocas feitas pelo Rockets, assumiu a titularidade apenas em 2013/14 e mostrou que pode sim ser útil para a equipe de Houston que sonha em brigar pelo título nos anos de Dwight Howard e James Harden. Suas médias de 10.9 pontos e 6.3 rebotes vinham evoluindo jogo após jogo, mesmo com o ala-pivô sofrendo nos últimos playoffs diante de LaMarcus Aldridge e o Portland Trail Blazers.

Os dois coadjuvantes daquela equipe de Kentucky ainda têm um longo caminho pela frente na NBA caso consigam manter-se saudáveis e poderão assistir de perto o possível domínio de Davis na liga nos próximos anos.

A mesma sorte parece não sorrir para Marquis Teague. O armador teve uma temporada e meia apagada em Chicago, onde conseguiu até jogar oito partidas de playoff depois da lesão de Derrick Rose, para ser trocado para o Brooklyn Nets onde atuou as últimas 21 partidas da temporada 2013/14. No mês passado, o Nets trocou o armador com o Philadelphia 76ers e Teague chegou a acredita que poderia ser utilizado na pior equipe da NBA, mas sua aventura durou apenas três dias e em 27 de outubro foi dispensado.

E, hoje, com apenas 21 anos, Marquis atua pelo Oklahoma City Blue na D-League e tem média de nove pontos e 3.3 assistências atuando pela liga de desenvolvimento sem causar grandes impactos, mas mantendo a esperança de voltar a NBA.

A história de Doron Lamb ainda é mais curta na NBA, depois de apenas 23 jogos pelo Bucks o jogador foi parar no Orlando Magic onde terminou a sua temporada de calouro com mais 24 aparições. Na temporada passada, foram mais 53 partidas na Flórida até ser dispensado em junho deste ano. Em setembro assinou um contrato mínimo com o Dallas Mavericks, mas a aventura no Texas durou apenas 33 dias e antes do início da temporada ele foi dispensado.

A exemplo do ex-companheiro de armação o caminho a ser seguido foi o da D-League e mais precisamente o Texas Legends e tem boas médias de 18.8 pontos e 6.5 assistências, um bom número para poder sonhar com o retorno à NBA aos 23 anos.

Por incrível que pareça, ao contrário dos titulares na armação, Darius Miller permanecia na NBA e até teve seu contrato renovado com o Pelicans até 2016, mas seu tempo de quadra caiu drasticamente nesse início culminando com a sua dispensa neste domingo, nem a amizade com Davis foi suficiente para garantir seu emprego.

Além dos seis já citados, outro jogador campeão por Kentucky que está na D-League é o pivô Eloy Vargas. Ele atua pelo Los Angeles D-Fenders e renovou suas esperanças de jogar na NBA após a Copa do Mundo em que disputou pela República Dominicana com médias de 5.8 pontos e 7.5 rebotes.

O oitavo elemento de Kentucky naquela final de 2012 era Kyle Wiltjer, que após três anos no Wildcats mudou-se para Gonzaga e segue no basquete universitário. O ala-pivô de 23 anos não deverá ser escolhido no Draft de 2015, mas está ranqueado na posição #75 do Draft Express.

Portanto, dos oito campeões da NCAA em 2012, três estão na NBA atualmente, sendo um possível MVP e dois titulares machucados. Três estão na D-League e sonham com a Liga e um segue no basquete universitário e o pobre Miller curte seu primeiro dia de desemprego.

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