Golden State quer ser campeão e o Steve também Kerr

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Após a sétima vitória seguida na temporada, conquistada na noite de ontem contra o Magic na Florida, muitos perguntam até onde poderá ir esse fantástico Golden State Warriors, da poderosa dupla de perímetro Curry/Thompson (com espantosos 24,2/21,7 pontos por jogo, respectivamente), mas também de um até aqui saudável Andrew Bogut (9,4 rebotes por jogo), de um candidato a MIP chamado Draymond Green (12,2 pontos e 7,4 rebotes por jogo) e de um eficiente Andre Iguodala, sem grandes números, mas com um basquete inteligente e em prol do coletivo. Sem contar o ganho de maturidade de Harrison Barnes, que na melhor temporada da carreira tem se mostrado bem mais confiável.

Mas independente dos grandes números individuais do elenco, é impossível não ressaltar o notável trabalho de Steve Douglas Kerr até aqui, ainda mais em se tratando de um treinador que debuta na NBA. O libanês da capital Beirute e filho de acadêmico, foi um jogador conhecido por fazer parte da segunda trilogia de títulos do Bulls de Jordan, Pippen e Phil Jackson. Exímio chutador da linha dos três pontos (45,4% de aproveitamento na carreira, com 726 cestas do gênero, convertidas), seu inesquecível game winner contra o Utah Jazz nas finais da Temporada 1996-1997 deu o quinto título ao Chicago. Além dos anéis conquistados com a franquia do Ilinnois, Steve também assistiu o nascimento das Torres Gêmeas e auxiliou o Spurs de Gregg Popovich a conquistar seu primeiro dos cinco títulos. Após isso, atuou também como comentarista, sendo bastante elogiado na crítica imprensa norte-americana.

Ter sido treinador por Jackson e Popovich é algo que potencializa o currículo de qualquer jogador, principalmente dos que optam por seguirem na carreira de treinador. E Kerr tem um início bastante emblemático, levando a franquia de Oakland simplesmente ao melhor início de sua história, com um recorde de 13 vitórias e duas derrotas, isso tudo num selvagem lado oeste do mapa. E os números do Warriors impressionam em demasia.

A franquia possui a terceira maior média de pontos (107,4) da Liga, sendo ainda a segunda em número de assistências (25,7) e a quarta em número de rebotes (44,7). Nos tiros de fora, auxiliados evidentemente pelo brilhante momento vivido por Stephen Curry, a média é de praticamente dez arremessos certeiros por jogo, chutando cerca de 25 bolas de três em cada partida, com o terceiro melhor aproveitamento dentre todas as franquias.

Defensivamente falando, os números são ainda mais prodigiosos. O Warriors possui a melhor média de rebotes defensivos de toda a NBA, apanhando 36,4 rebotes por partida. E em número de bloqueios, perde apenas para o Phoenix Suns (curiosamente treinado por Jeff Hornacek, que estava no jogo 6 mencionado no segundo parágrafo), que tem 6,5 de média enquanto a franquia auriceleste dá 6,2 tocos por jogo. Cabe ressaltar ainda os 8,1 roubos de bola por noite, o que qualifica o Warriors como o nono melhor time no quesito.

O ponto que deve ser melhorado, notadamente numa pós-temporada, é o alto número de turnovers (17,6 por jogo, inferior apenas ao Sixers), algo que fez diferença na eliminação nos playoffs do ano passado. Kerr deve sempre se lembrar dos ensinamentos de Popovich no que diz respeito aos desperdícios de bola. E certamente, trabalhará isso para os jogos de matamata.

E você, o que acha? Os guerreiros podem ser campeões? E Steve Kerr, seria um fenômeno, apenas um treinador promissor ou um principiante com sorte? Deixe seu comentário!!

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