Por que o Kings surpreende nesse início?

0Talvez a grande surpresa nesse início de temporada chama-se Sacramento Kings. Perdeu para o Golden State Warriors em casa no início da temporada, mas se recuperou com vitórias sobre Portland Trail Blazers, Los Angeles Clippers e Denver Nuggets em seguida. O time de Rudy Gay venceu apenas 28 jogos na última season e acabou de derrotar duas equipes que tiveram mais de 50 vitórias na temporada 2013/2014. Seria o Kings o “Suns” dessa temporada? Tal referência é por conta da surpreendente aparição que a franquia do Arizona fez e implementou um estilo de jogo no mínimo diferente das demais franquias. Afim de analisar o que a equipe de Sacramento apresentou até aqui, três razões do porque a franquia está roubando atenções.

 

1 – O Kings joga de maneira incomum

A surpresa da temporada passada, Phoenix Suns, jogava num ritmo altamente frenético e solto, jogando com um time baixo e sem um grande pivô, como de costume na NBA. O time de Sacramento não joga assim, longe disso, o foco ofensivo é DeMarcus Cousins, um dos melhores pivôs da liga. Jogam de maneira esquisita, priorizando o jogo perto do aro, contato físico e na linha do lance livre.

O time, na verdade, tenta um pouco menos de bolas de 3 do que o Lakers, por exemplo, ficando em 29º na liga até o momento. A equipe não tem grandes chutadores da linha dos 3, então o jogo gira em torno de Cousins e Gay. A franquia da Califórnica está em último em assistências, mas é um dos que mais vezes foi a linha de lance livre devido ao seu estilo de jogo que busca o contato.

Enquanto a NBA tem muitos pivôs defensores de chutes, há a escassez de defensores de pivôs que jogam com contato. Parece que poucos big men, hoje em dia, conseguem defender o Shaq-Style. Por exemplo, Andrew Bogut pode controlar e limitar Cousins a um poucos chutes sem contestação. No tempo que os defensores modernos como Robin Lopez e DeAndre Jordan sofrem quando encaram esse estilo de jogo.

 

2 – A defesa do Kings parece ter melhorado

A defesa do Kings foi colocada a teste contra 4 excelentes ataques até aqui. Números 1, 4, 9 e 10 do ano passado encararam a surpresa da temporada e tiveram menos de 100 pontos permitidos a cada 100 posses. Nos jogos contra o Clippers e Blazers foram boas provas disso. O Clips fez 92 pontos em 91 posses e teve um Field Goal de 42,6%. Enquanto o Blazers fez 94 pontos em 89 posses. Já o Nuggets teve um FG de 38,7%. Nos três jogos, Sacramento teve Cousins, Jason Thompson, Carl Landry e Reggie Evans em sua frontcourt, permitindo número baixos a Lamarcus Aldridge (7-18), Blake Griffin (6-20) e Kenneth Faried (5-13).

Cousins e Thompson estão mais disciplinados até agora, enquanto Landry tem impactado desde que voltou após jogar apenas 18 jogos na temporada passada. O Kings não tem uma defesa sólida na backcourt, mas um garrafão sólido já trás um grande benefício nesse Oeste tão competitivo. Apesar da reputação do técnico Michael Malone, a defesa do Kings teve um trabalho pífio no último campeonato. Pelo visto, alguns ajustes na guarda e um trabalho forte em Cousins e Thompson mudaram o astral da equipe.

 

3 – Kings ainda tem muito a melhorar

Até o momento, não aproveitaram o máximo de seu roster. Sacramento está 3-1, ainda que pouco explorou de seus guards. Darren Collison vem sendo muito útil, em compensação Ben McLemore e Nik Stauskas vem tendo atuações muito irregulares. Ramon Sessions vem sendo incrivelmente medíocre nos três primeiros jogos, com uma melhora na quarta partida. Claro que Gay não terá 50% de aproveitamento em seus arremessos durante toda a temporada, mas o Kings ainda pode tirar mais proveito de seu backcourt e wings.

 

Ponto a destacar

Pode ser apenas sorte de início de temporada. Lembrando que o Sixers da última temporada começaram 3-0 e terminaram com 19 vitórias. Ainda é cedo para cravar qualquer tipo de sucesso à equipe. O que aconteceu até aqui pode ser apenas o Golden State Warriors fazendo ajustes em sua equipe e Clippers e Blazers somente aquecendo para a temporada. Aliás, o time de Sacramento vem passando por problemas defensivos há muitos anos, incluindo a última temporada com Malone. Eles precisam fazer muito mais para provarem seu valor. Thompson, por exemplo, tem uma carreira sólida, mas sempre tem problemas com faltas ao longo dos jogos. É o mesmo caso de Cousins. Mesmo com a evolução de ambos, os problemas de temporadas anteriores podem reaparecer. Gay continua sendo um problema para o sistema defensivo, embora tenha físico de elite para ser um bom defensor. E ano passado, ele mostrou os maus hábitos que adquiriu.

 

Se o sucesso é real e se continuará sendo surpreendentemente bom, ainda é uma incógnita. Se Gay permanecer jogando de forma inteligente e se Cousins manter seu domínio no garrafão poderá ocorrer surpresas ao longo da temporada. Mas eles enfrentarão um duro caminho e terão muito a provar.

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