Verão europeu com sol e basquete na praia

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Céu azul, sol a pino e areia queimando no pé, ou seja, um dia perfeito para… jogar basquete na praia! Pois é. Se você, caro leitor, franziu a testa ao ler isso, imagine eu, quando me deparei in loco com pelo menos uma dezena de tabelas fincadas na extensa faixa de areia da Playa de la Malvarrosa, na cidade espanhola de Valência, dividindo espaço com as tradicionais redes de vôlei.

Que os espanhóis são fissurados em basquete, todo mundo sabe. Passei duas semanas no país, em junho deste ano, e notei que os preparativos para o Mundial masculino, que seria em agosto, já mexia com os ânimos das cidades por onde passei. O “baloncesto”, como eles falam, é coisa séria por lá.

Não foram raras as vezes que esbarrei com painéis, em Madri, Granada e Barcelona, anunciando o início do campeonato através campanhas mobilizando celebridades de todos os setores. Até o badalado cineasta Pedro Almodóvar e a atriz Penélope Cruz vestiram, literalmente, a camisa em apoio ao torneio.

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Mas o que me pegou de surpresa mesmo, na Espanha, foi observar como a paixão pela laranja possui uma variação, digamos assim, “tropical” tão popular. Consta que o beach basketball foi inventado há mais ou menos 40 anos, numa escola do Alabama, nos Estados Unidos, e posteriormente modificado por Philip Bryant para a versão que se conhece hoje. Pouco a pouco, o esporte se popularizou no litoral americano e pelo resto do mundo.

Na praia, o basquete é jogado numa quadra retangular menor que a quadra indolor, demarcada nas laterais, no meio, no fundo e na linha do arremesso de cinco metros. Na versão beach, não existe garrafão e a bola é de nylon. Cada equipe possui três jogadores. Com relação à pontuação, o esquema é o seguinte: cestas de cinco metros e pontes aéreas valem quatro pontos, enquanto as enterradas valem três.

Eu na Playa de la Malvarrosa pensando o que fazer com tanta tabela de basquete na areia

Eu na Playa de la Malvarrosa pensando o que fazer com tanta tabela de basquete na areia

Aqui no Brasil temos notícia de alguns torneios de beach basketball, especialmente nas areias do Sudeste do país. Houve quem tentasse levar a novidade ao litoral nordestino, como Pernambuco, por exemplo, mas parece que não agradou tanto quanto na Europa, onde até as universidades possuem suas próprias equipes.

E você, anima aí um 3×3 na praia? 😉

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