Por um basquete mais equilibrado.

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Amigos,

Como vimos no último dia 07 de setembro, a final do campeonato mundial FIBA de basquete terminou sem surpresas, com a seleção americana passando o carro em todas as adversárias, isso sem contar que os Estados Unidos estavam cheios de desfalques e sem suas maiores estrelas como Carmelo Anthony, Chris Paul, Kevin Durant e LeBron James. Mesmo com essas ausências, o treinador Mike Krzyzewski conseguiu reunir uma seleta lista de atletas.

A campanha dos americanos foi espetacular, mas uma única coisa pode ter manchado esse título. A lesão de Paul George ainda no campo de treinamento abriu os olhos dos comissários da NBA, e logo sugiram os rumores de que, a liga agora só irá liberar os atletas sub-23 para as competições da FIBA.

Se é verdade ou não só o tempo dirá, mas isso poderia ser o começo de um equilíbrio maior para o basquete mundial, logicamente sem tirar o favoritismo americano.

Mas como isso poderia trazer um equilíbrio maior?

Se fosse uma regra básica da FIBA, e o campeonato mundial passasse a ser sub-23.

Siga-me os bons…

Todo ano os americanos conseguem safras de jovens com grandes potenciais a serem desenvolvidos pelas franquias da NBA. Enquanto esse desenvolvimento de jogadores nos Estados Unidos é anual, no Brasil, por exemplo, é gerado de quase 10 em 10 anos. Como referência a esses dados, temos a safra que nos trouxe Tiago Splitter (2003), e a última com Raulzinho, Lucas Bebê, Fabi Melo, Scott Machado e por último Bruno Caboclo (2012, 2013 e 2014).

Outro exemplo é a segunda melhor seleção do mundo (antes do mundial), Espanha. A próxima safra espanhola não é igual a que revelou Marc Gasol e Ricky Rubio, este prematuramente, em 2006/07, e já se passaram sete anos desde a última.

Mas não estou aqui pra destacar a incapacidade educacional e cultural (sim, isso é um problema de educação se cultura), que os países têm em desenvolver seus atletas. Longe de mim.

Onde eu quero chegar, é que se existisse essa “regra básica” da FIBA, as seleções (não só a brasileira e espanhola) teriam que se renovarem a cada dois anos. Claro que tudo isso seria um investimento a longo prazo, e que dificilmente traria resultados antes de 2019 (próximo mundial). Sem falar, que cada confederação teria que receber o aporte financeiro do governo federal.

Essa é inegavelmente uma medida brusca e tem que ser muito bem analisada, mas poderia vir a ser o começo de uma reação do basquete mundial, pois do jeito que ele anda, dificilmente teremos um campeão diferente nos próximos anos.

 

 

 

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