O que será de Andrew Wiggins?

Big 12 Basketball Tournament - Quarterfinals

 

Amigos,

Faltando um pouco mais de um mês para o início da temporada da NBA, uma grande dúvida sobrevoa a cabeça de analistas, torcedores e fãs do melhor basquete do mundo. Como se sairá Andrew Wiggins, o canadense tido como fenômeno, draftado como primeira escolha no recrutamento e que de modo inédito para um first pick nos últimos trinta anos, foi trocado antes de atuar pela franquia que o selecionou?

A situação é indiscutivelmente incomum. Além disso, cabe salientar que Wiggins migra de um contender em potencial para a franquia que está há mais tempo longe dos playoffs da NBA. O próprio Kevin Love, com todos os seus 253 Double-Doubles (a grande maioria englobando parte de seus quase 4.500 rebotes), jamais conseguiu fazer os Wolves disputarem uma pós-temporada, o que aliás até solidifica os argumentos de quem o descreve como um grande caçador de estatísticas. Mas falemos de amor em outra ocasião.

As boas médias na NCAA, com 17,1 pontos e 5,9 rebotes por jogo, qualificam o produto de Kansas a causar impacto na Liga talvez de imediato, o que levou muitos analistas a questionarem a troca, mesmo com o estado de Ohio ganhando um expressivo e midiatico Big Three.

Falando no Big Three, Wiggins perdeu a chance de treinar e atuar ao lado de Lebron James, o que indiscutivelmente teria um peso muito considerável em sua evolução, com consequente desenvolvimento mais agudo do seu sabido potencial.

Ninguém sabe ao certo como o canadense reagiu à negociação, ainda que haja inúmeros relatos que ele está feliz e focado em ajudar os Wolves. Mas analisemos abaixo os prós e alguns cenários bastante plausíveis.

Andrew é um scorer nato, além de contar com uma explosão física muito acima da média para um jogador de apenas dezenove anos. Tem um bom jogo defensivo e gap para evoluir de ambos os lados da quadra. Como exímio pontuador e provável titular na Posição 3, será ancorado por um armador clássico como Ricky Rubio e terá um bom defensor para protegê-lo, o sempre eficiente Thaddeus Young. Somam-se a tudo isso, os rumores que apontam para forte investida de Milt Nilton (GM dos Wolves) em Eric Bledsoe, através de uma possível sign-and-trade com os Suns.

Outro ponto que se configura bastante positivo é que enquanto James reinasse em Cleveland, Wiggins jamais teria um time montado ao seu redor, mesmo galgando minutos a cada temporada. Nos Lobos, Wiggins de início já dividirá o posto de estrela com Rubio e se for o caso com Bledsoe, sendo que sabidamente tem um potencial maior a ser lapidado, em se comparando com os dois companheiros de perímetro.

Analisando a negociação em si, a troca tripla foi um achado para os Timberwolves. Mal ou bem, além de Wiggins, conseguiu o pick 1 do ano anterior, ainda que Anthony Bennett seja um gigantesco ponto de interrogação. Como exposto acima, angariou Thaddeus Young para um garrafão que já contava com Nikola Pekovic e o diamante bruto Gorgui Diengui na 5. Claro que a possível vinda de Bledsoe deve limar algum destes, mas mesmo assim é um elenco com profundidade, técnica, atleticismo e juventude.

Na modesta opinião deste colunista, ir para Minnesota é bom para Andrew Wiggins e possivelmente num futuro próximo, a alcatéia voltará a uivar. Se durante todo o tempo não foi possível com amor, era realmente hora de mudar.

E você, o que acha? Deixe sua opinião.

Fraterno Abraço a todos.

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