Grand Canyon para o restante do mundo

USA Campeão

Amigos,

Encerrou-se ontem mais um Mundial de Basquete, com um passeio dominical da seleção norte-americana sobre a aguerrida e competente seleção da Sérvia. O placar final (129 x 92) não deixa nenhuma margem para questionamento ou ponderação sobre o quão justa foi a vitória, e consequentemente o título norte-americano.

O que chama a atenção é que o absimo entre os Estados Unidos da América e o restante do mundo aparentemente aumentou. Não é exagero dizer que em nenhum momento os ianques se viram ameaçados e tudo isso com uma seleção que se deu ao luxo de desprezar um possível quinteto Rondo/Beal/James/Anthony/Love, ou quem sabe, Wall/Ellis/Durant/Aldridge/Howard, formações que com os mesmos backups campeões, fatalmente trariam também a medalha de ouro.

Isto de forma alguma pode se configurar em demérito para as demais seleções. A Espanha, mesmo com uma péssima partida ante a França, mostrou um bom basquete principalmente dentro do garrafão e saiu invicta do grupo da morte. Falando nos franceses, devemos ressaltar la résistance, culminando com uma medalha de bronze, mesmo sem seus dois maiores astros, Tony Parker e Joakim Noah. A medalhista de prata Sérvia mostrou um jogo consistente e teve um Teodosic decisivo nos confrontos eliminatórios contra Grécia, Brasil e a própria França. Lituânia e Brasil tiveram bons momentos e deixam alguma esperança para as Olimpíadas, enquanto as duas seleções da Oceania também fizeram um Mundial bem acima das expectativas iniciais.

Mas o nível do USA Team é assustador. Além de toda a questão plástica no ataque, chama a atenção a defesa focada e consistente durante todos os 40 minutos de partida. E é impressionante como Mike Kryzewski, o lendário Coach K, mantém todos motivados e atuando o tempo todo próximo do nível máximo de jogo. Mesmo com vinte ou trinta pontos de frente, se enxerga um Kyrie Irving (que nunca foi bom defensor) marcando o armador adversário com rara intensidade. Atestamos um Kenneth Faried defendendo e brigando como poucas vezes a torcida dos Nuggets presenciou e um Rudy Gay, tantas vezes considerado preguiçoso em Sacramento ou em Toronto, lutando pela bola laranja como se fosse uma pizza da Domino´s.

O abismo é enorme realmente. Para as Américas, resta o consolo de mais uma vaga para as Olimpíadas. Para o resto do mundo, resta se enxergar com a prata olímpica que brilhará como ouro. Silver para os EUA, só mesmo o simpático e careca comissário…

Fraterno Abraço e uma excelente semana a todos.

 

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