Pra quem o Mundial fez bem?

Zoran Dragic
Eventos FIBA sempre são bons holofotes para aqueles jogadores que estão em busca de dar aquele salto na carreira ou para os que simplesmente querem um contrato mais lucrativo. Por isso vários GMs ficam de olho no que acontece, pois podem conseguir reforço baratinho para sua equipe.

No caso do Mundial da Espanha, vamos mostrar alguns dos jogadores que se destacaram e podem estar conseguindo agora (ou para o  futuro) o interesse dos clubes da NBA.

E não colocarei coisas como Hamed Haddadi, acho que desencanaram do gigante iraniano.

Zoran Dragić

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O irmão do já famoso Goran fez um excelente mundial. O jogador do Unicaja Málaga, de acordo com o site Real GM, vem atraindo interesse de Spurs, Heat, Mavericks e Magic. O ala-armador é bastante agressivo em infiltrações, além de mostrar um incrível entrosamento com seu irmão mais velho. Poderemos vê-lo futuramente no basquetebol estadunidense.

Gorgui Dieng

Gorgui Dieng

O pivô senegalês foi o principal jogador da maior zebra da Copa do Mundial. Além de já ter feito um excelente final de campanha pelo Minnesota Timberwolves no final da temporada passada, aproveitou para fazer uma excelente Copa. Sempre dominante na defesa, e surpreendendo no ataque. Graças a isso, o nome de Nikola Pekovic pode ter menos espaço em Minneapolis, pois a franquia está começando uma reconstrução e contar com dois jogadores da mesma posição, um novo e outra já formado, faz com que o montenegrino apareça em outra franquia futuramente.

Joe Ingles

Joe Ingles

O ala australiano fez muito mais do que se esperava dele na Copa do Mundo. Ex-jogador do Barcelona e campeão da última Euroliga pelo Maccabi Tel Aviv mostrou versatilidade e arremesso, conquistando o coração de muitas franquias. Não era considerado nenhum craque na Europa, não obstante a isso, tinha número apenas razoáveis. Nada como ir a Espanha para fazer seu nome.

Bogdan Bogdanovic

Bogdan Bogdanovic

Não que o ala sérvio vá jogar na NBA agora. Recém draftado pelo Phoenix Suns, assinou um contrato com o Fenerbahçe da Turquia para substituir seu irmão (só que não, já diria a gíria adolescente) Bojan Bogdanovic como papel de pontuador do time. Mostrou seu jogo a muitas seleções desprevenidas, incluindo o Brasil, mostrando bom potencial para se dar bem nos Estados Unidos.

Bojan Bogdanovic

Bojan Bogdanovic

O jogador croata já tinha garantido seu contrato pelos Nets, mas dá para fazer uma análise do que ele pode aprontar nos EUA pelo seu desempenho no campeonato. Pontua com facilidade, meio fominha, pode cometer alguns turnovers no caminho, porém no fundo é um bom jogador, podendo ser até titular em Brooklyn. Um Quinteto Deron- Bogdanovic – Joe Johnson – Garnett (esse ainda incógnita) – Brook Lopez não seria dos piores, ainda mais na Conferência Leste.

Gustavo Ayón

Gustavo Ayón

O pivô mexicano assinou com o Real Madri, logo não vai para a NBA. Entretanto, Ayón tem mais talento que muitos jogadores por aí que tem contrato com o basquetebol norte-americano. Que ele desfrute dos holofotes da capital espanhola.

Rudy Gobert

Rudy Gobert

O francês pode não ser desenvolvido no ataque, mas sua proteção de aro, aliado a sua envergadura joga seu potencial lá em cima. Boa notícia para o Jazz, que sai jogador entra jogador, continua com talentos no garrafão.

Miroslav Raduljica

Miroslav Raduljica

O enorme sérvio até que era razoavelmente eficiente no Bucks, mas como era pouco utilizado, foi envolvido em uma troca e imediatamente dispensado. Para um time que tem contrato com Zaza Pachulia, não faz tanto sentido não querer o pivô. Seu jogo é baseado na sua força, utilizando dela para atacar por trombadas. Saber usar isso para pontuar já é uma boa característica para arrumar um contrato por aí.

Aron Baynes

Aron Baynes

Mas um pivô a se destacar, sendo cestinha de sua seleção. Deve renovar o contrato com os Spurs, mas só de ter feito uma Copa boa, deve elevar um pouco seu salário. 16,8 pontos e 7 rebotes de média para o australiano. Tem algum talento ofensivo.

Menções Honrosas para Kenneth Faried (isso mesmo, não leu errado), Petteri Koponen e Jonas Valanciunas.

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