Um Exercício de Imaginação de um Passado Recente

goran dragic

Este mero texto vem falar de algo que muitos torcedores já devem ter feito em algum momento durante as competições FIBA, principalmente as europeias. Vou ter o mero trabalho de elaborar, com um belo exercício de imaginação, uma seleção da União Soviética e uma da Iugoslávia, caso essas antigas nações, hoje divididas, se juntassem e formassem uma equipe que poderia bater o tão temido TEAM USA.

Só para deixar bem claro, não usarei jogadores que se naturalizaram, porque esses times seriam tão fortes que não precisariam de qualquer naturalização para renderem em alto nível, para o descontentamento de nossos queridos Jeter, McCalebb, Draper e outros.

Também imaginarei escalei os jogadores supondo que todos estivessem saudáveis, formando um time ideal.

Claro que, essa hipótese de fazer uma seleção com todos essas nações não seria ideia muito aprovada por nossos queridos europeus. Eles se odeiam, ou tão pouco cultivam uma relação amizade. Ucranianos e Russos que o digam!

Começaremos pela nossa querida Iugoslávia, composta por Sérvia, Montenegro, Croácia, Macedônia, Bósnia-Herzegovina e Eslovênia.

Armadores: Goran Dragić e Miloš Teodosić.

Uma dupla de armação fenomenal, com muitos recursos ofensivos. Teodosić seria um ótimo back up para nosso querido esloveno, que vem limitando seus minutos por um acordo entre o Phoenix Suns e a Federação Eslovena.

Ala-Armadores: Bogdan Bogdanović e Bojan Bogdanović.

A dupla de força nominal absurda seria interessantíssima. O recém draftado Bogdan daria velocidade, arremesso de fora, infiltrações e visão de jogo. O recém-chegado a NBA, Bojan traria inteligência, arremesso de fora e tudo aquilo que um bom scorer a nível europeu tem.

Alas: Dario Šarić.

Eu me aproveito para chamar somente o excêntrico croata aproveitando a versatilidade dos dois anteriores e para aproveitar para chamar um garrafão de imenso respeito. Quanto ao nosso versátil jogador de 2.08 metros, ele nos dará muito visão de jogo, rebotes e pontos. Sua versatilidade ainda nos permite que ele jogue com Ala-Pivô aberto em situações de Small Ball.

Alas-Pivôs: Mirza Teletović e Nikola Mirotić.

Para a posição 4, trago dois Stratch Fours. Mirza é um típico especialista e trará aquele desafogo em momentos de defesa por zona 2-3 que perambularem por aí. Nikola, apesar de naturalizado espanhol é originalmente montenegrino, por isso o coloquei aqui. O jovem craque traria além de arremessos, importantes recursos ofensivos.

Pivôs: Nikola Peković, Nikola Vučević e Ante Tomić.

A saga dos Nikolas continua! Trazendo um dos melhores ofensivos de toda NBA, Peković daria trabalho a qualquer garrafão. Outro montenegrino, o querido Vučević entraria na rotação para dar um descanso de luxo ao jogador do Minnesota Timberwolves, sendo que a rotação ainda conta com o gigante croata Ante Tomić, considerado melhor pivô que atua na Europa.

Menções honrosas para Vasilije Micić, Damjan Rudež, Jusuf Nurkić, Miroslav Raduljica, Erazem Lorbek, Zoran Dragić e Nemanja Bjelica.

Atenção para o número de montenegrinos colocados, sendo que Montenegro nem para copa do mundo foi. E ainda para o garrafão fortíssimo e versátil que teriam.

Agora é a vez da União Soviética. Formadas por inúmeros países, mas que só traz de importante para o basquete a Rússia, Lituânia, Letônia, Ucrânia, Geórgia e Estônia. E mesmo assim não serão usadas todas.

Armadores: Mantas Kalnietis e Aleksey Shved.

Talvez a posição menos servida desses países. Kalnietis não é nada espetacular, mas faz esse papel em razoável nível na Europa. Já Shved, originalmente ala-armador, jogaria deslocado para começar a partida, pela ausência de alguém melhor para fazer isso. Nessas horas um Šarūnas Jasikevičius faz uma falta…

Ala-Armadores: Martynas Pocius e Renaldas Seibutis.

Dois Lituanos com bom arremesso para a posição 2. Nada demais é verdade, mas são jogadores inteligentes que com a mão quente podem assustar alguns times.

Alas: Andrei Kirilenko e Linas Kleiza.

Dois jogadores com passagens pela NBA, um deles inclusive ainda apronta das suas por lá. AK47 é muito versátil e, se estiver em forma, pode defender muito bem. Quem sabe não faça também alguns five-by-fives?

Linas Kleiza, em forma, seria titular da maioria das seleções do mundial e pode aprontar das suas. Lembrando que ele foi para o quinteto ideal do Mundial de 2010.

Alas-Pivôs: Donatas Motiejūnas e Viktor Khryapa.

D-Mo é um excelente arremessador. Quando está on fire pode abrir belas vantagens. O lituano também esteve no quinteto ideal da última Summer League de Las Vegas. Fiquem de olho no futuro desse belo jogador.

Khryapa é um jogador muito versátil, um legítimo Point Forward. Sua visão de jogo e defesa seriam importantíssimos para essa fictícia equipe.

Pivôs: Jonas Valančiūnas e Sasha Kaun.

O jovem pivô do Toronto Raptors tem muito potencial e contribuiria bastante nesse time. Colecionador de MVP’s em torneios de base, o pivô de 22 anos ainda tem um futuro enorme no basquete americano.

Já Sasha Kaun é um excelente pivô no nível europeu e faria um excelente back up pro jogador da franquia do Canadá.

Menções honrosas (será?): Andris Biedriņš. Obviamente não é uma menção nada honrosa citar um dos piores batedores de lances livres da NBA, mas fica aí pelo folclore.

Menção honrosa mesmo fica por conta de Zaza Pachulia.

O interessante da seleção Soviética é que ela foi somente composta por jogadores da Lituânia e Rússia, apesar que Pachulia poderia ter lugar.

E então, qual seleção ficou mais forte? Esqueci de alguém? Deixe seu comentário.

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